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    <title>Forem: Letícia Silva</title>
    <description>The latest articles on Forem by Letícia Silva (@dii_lua).</description>
    <link>https://forem.com/dii_lua</link>
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      <title>Forem: Letícia Silva</title>
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    <language>en</language>
    <item>
      <title>Fui demitida, e agora?</title>
      <dc:creator>Letícia Silva</dc:creator>
      <pubDate>Wed, 08 Feb 2023 14:24:09 +0000</pubDate>
      <link>https://forem.com/dii_lua/fui-demitida-e-agora-2l68</link>
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      <description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;É, eu já me fiz essa pergunta. E antes de qualquer coisa, preciso te confessar: também não sabia muito bem o que fazer.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Escrevo esse texto um dia (02/02/23) após diversas empresas que atuam diretamente com tecnologia terem feito demissões. E hoje eu posso falar de um lugar (um pouco) mais confortável, mas há 3 meses atrás, eu estava nessa situação. E fiquei totalmente desnorteada, enquanto chorava desesperadamente e sentia o chão sumir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Venho contar isso porque eu literalmente entendo esse sentimento de impotência / revolta. Impotência porque você não teve a oportunidade de tentar se esforçar mais ou de fazer algo diferente, mas observe: a culpa não é sua. Demissões por performance são bem diferentes e com uma energia menos caótica do que demissões em massa. E digo isso pois, falando como gestora, entendo que há muito para fazer quando alguém não está conseguindo "rampar" = evoluir, como passar feedbacks e desenvolver planos de ação. Quando a demissão é em massa, como a minha foi, a coisa muda de figura. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Revolta porque "vestir a camisa da empresa" é um bordão muito utilizado, mas que na maioria das vezes só vale para funcionários, não para o negócio. E bom, quantas vezes nós não deixamos nossa saúde, lazer e outros afazeres de lado para entregarmos além do que se é pedido e gerar mais valor para a companhia? Porém, devemos entender que: &lt;strong&gt;nenhum CNPJ vale um AVC (ou a sua saúde mental)&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É claro que ser demitido nunca é algo legal. Acontece que, na atual conjuntura da situação econômica do mundo e psicológica da sociedade, fazer isso de forma desumanizada expoencia muito o efeito negativo e o impacto dessa atitude.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para falarmos das demissões atuais, precisamos analisar o passado, e atenção: mesmo que você não trabalhe com tecnologia, isso está muito interligado a área. Em 2020, fomos surpreendidos por uma pandemia, desencadeando um cenário onde as pessoas precisaram mudar radicalmente suas rotinas e hábitos, e isso incluía trabalhar de casa. Some essa questão ao fato do Brasil estar passando por uma péssima gestão presidencial, que repercutiu em diversos cortes de gastos, demissões, crescimento da fome, violência e das pessoas desabrigadas. Agora, olhe para fora: vimos moedas fortes se tornarem ainda mais atrativas, e o mercado tecnológico um negócio futuro-presente. Pois pronto: essa era a receita perfeita para que as pessoas procurassem trabalhos com salários mais lucrativos, e uma "crise", entre aspas BEM GRANDES, no mercado tecnológico começasse. &lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Deixando claro que: odeio o discurso de "não tem sêniores no Brasil". Se você busca pessoas qualificadas e não encontra, deveria começar a formar pessoas iniciantes para o mercado de trabalho, ao invés de reclamar ou criar manifestos para isso.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Outro ponto muito importante nessa história é: a área de tecnologia, apesar de permear praticamente todos os mercados existentes hoje em dia, &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; possui regulamentação. Isso significa que não existe &lt;strong&gt;sindicato&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;legislação&lt;/strong&gt;, nem nada do tipo que se aplique em caso de situações como:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"1.600 trabalhadores de tecnologia foram demitidos por dia em 2023""&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"'Big techs' demitem mais de 50 mil pessoas em 3 meses"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Demissões no setor tech se aproximam de níveis da pandemia de covid"&lt;/p&gt;

&lt;h4&gt;
  
  
  (Títulos extraídos dos jornais Yahoo, G1 e Exame, respectivamente).
&lt;/h4&gt;

&lt;p&gt;E tenho certeza que tem uma pessoa com pensamentos liberais, ou que defende regime PJ de contratação está achando um absurdo o que acabou de ler, mas vou contar um segredo para você: se não existe &lt;strong&gt;regulamentação&lt;/strong&gt;, não existe &lt;strong&gt;seguridade&lt;/strong&gt;. Não há cenário em que você esteja assegurado, independente de quão bom fosse a vaga / salário que você tivesse. Se a empresa resolver fazer um corte e tu estiver nele, você roda.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  "Ah, mas é só se planejar e fazer uma reserva de emergência"
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Claro, alecrim dourado. É ÓBVIO que todas as pessoas do mundo possuem uma reserva de dinheiro para um ano, caso elas queiram tirar um ano sabático ou serem demitidas. Como ninguém pensou nisso, né? ~contém ironia~&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aprofundando na pauta "Layoffs", e considerando o cenário de desespero do mercado em busca de profissionais qualificados, começou-se uma corrida (bem parecida com a espacial da Guerra Fria), onde o prêmio era:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Para a empresa, fechar a contratação com pessoa tecnologista desejada;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Para os tecnologistas, encontrar a vaga com o maior equilíbrio entre salário e benefícios (mudança de país, sponsorship, stock options, VR, Gympass, auxílio desenvolvimento, convênio médico e etc).&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Acontece que, por motivos óbvios, essa conta deixou de fechar há tempos. Não é rentável financeiramente pagar 18k para uma pessoa que normalmente receberia 13k. &lt;/p&gt;


&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Imagine o seguinte cenário: a empresa XYZ precisa contratar uma pessoa tech lead. Ela costumava pagar 12 mil para alguém nesse cargo, mas com a alta do mercado, passou a oferecer 18 mil pela vaga. 

&lt;p&gt;18 - 12 = 6 mil &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Com 6 mil, a empresa XYZ poderia contratar:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;1 júnior / sandy
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;2 estagiários&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;E adicionando mais 2 ou 3k na conta, trazer alguém com mais senioridade para o time. 
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;h3&gt;


Será que é vantajoso, financeiramente falando, oferecer salários altos para tecnologistas?
&lt;/h3&gt;


&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Dica importante: cobrem planos de cargo e salário nas empresas de vocês. Falar de salário é importante, e entender a linha de pensamento seguida para fechar um range salarial é mais ainda. Posso explicar como se estrutura um em outro momento :)&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Ou seja, é claro que iria rolar um movimento para os salários baixarem, e é exatamente isso que está acontecendo. Há empresas que passaram sim por má gestão financeira, mas boa parte das demissões atuais são simplesmente para remover salários altos e repor vagas com valores mais baixos, alinhados com a visão de mercado que vem sendo partilhada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E se engana quem acredita que isso acontece apenas com a grama do vizinho. Em 15 dias, 24 mil pessoas foram demitidas no ano de 2023. E pasmem: ainda é começo de fevereiro. O assunto pode ser vendido como "crise", mas se há uma crise iminente, por que tantas empresas estão recebendo aportes de investimento? &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não é como se essas plataformas fossem morrer (ou ter uma má gestão, como a do passarinho) do dia para a noite. Diversos documentos divulgados mostram que, apesar de todo o cenário de guerra na Ucrânia afetar o mercado, houve um forte posicionamento de grandes nomes da área de investimento para que os cortes acontecessem. E isso não é surpresa para quem está no mercado a mais tempo e tem consciência de classe, porque é isso o que acontece quando o &lt;em&gt;pobre premium&lt;/em&gt; passa a ter a falsa impressão de fazer parte da burguesia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Alguns dados interessantes para refletir:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;O tempo médio de experiência das pessoas demitidas é de 11,5 anos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;56% das pessoas demitidas são mulheres;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;28% das demissões aconteceram no RH;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Apenas 10% de quem foi demitido publicou sua realocação no LinkedIn.
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h6&gt;
  
  
  Fonte: &lt;a href="https://forbes.com.br/carreira/2023/01/as-reais-razoes-das-demissoes-nas-big-techs/_" rel="noopener noreferrer"&gt;Forbes&lt;/a&gt;
&lt;/h6&gt;

&lt;p&gt;E bem, acho que eu nem preciso comentar sobre as pessoas que acreditam no &lt;em&gt;"milagre"&lt;/em&gt; dos bootcamps, né? Isso vem gerando um mercado gigante que faz uma grande parcela da população acreditar que é fácil entrar em tecnologia e gastar rios de dinheiro, ignorando todo o cenário retratado aqui.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por fim, se você foi uma dessas pessoas impactadas, receba meu abraço e apoio. Em breve, irei soltar um artigo com dicas para te ajudar a se recolocar no mercado de trabalho. Vou voltar com as mentorias para ajudar esse público em específico também &amp;lt;3.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Cuidem-se, mantenham-se fortes e não esqueçam: a saída é sempre a união de forças. Mas é para se unir a favor dos seus, e não o contrário.&lt;/p&gt;

</description>
      <category>rust</category>
      <category>discuss</category>
      <category>programming</category>
    </item>
    <item>
      <title>Guia intergalático do artigo técnico</title>
      <dc:creator>Letícia Silva</dc:creator>
      <pubDate>Thu, 01 Jul 2021 23:51:47 +0000</pubDate>
      <link>https://forem.com/dii_lua/guia-intergalatico-do-artigo-tecnico-1g3f</link>
      <guid>https://forem.com/dii_lua/guia-intergalatico-do-artigo-tecnico-1g3f</guid>
      <description>&lt;h2&gt;
  
  
  Tudo o que você precisa saber para fazer o seu primeiro texto sair do papel!
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma das premissas mais verdadeiras na vida para mim é aquela que diz que "Todo mundo tem algo a aprender e a ensinar". E é baseado nisso que eu sempre incentivei as pessoas a compartilharem seus conhecimentos, seja através de palestras, tutoriais, artigos, posts ou vídeos. Independente da forma, quando você decide compartilhar algo que já sabe, está passando por um processo nada trivial e muito importante, onde precisa explicar um conteúdo que já aprendeu para uma pessoa que possa (ou não) ter conhecimento no assunto. E sendo sincera, a segunda opção é bem mais comum e difícil de se colocar em prática. Por isso mesmo, decidi vir aqui compartilhar um pouco da minha experiência sobre a tarefa - NADA fácil - de escrever artigos técnicos acessíveis.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Mas Lelê, por que "acessível"?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&lt;a href="https://i.giphy.com/media/S5Jpp1srTJayEJZKvU/giphy.gif" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://i.giphy.com/media/S5Jpp1srTJayEJZKvU/giphy.gif" width="480" height="272"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;center&gt;Meme com mulher perguntando "por que?"&lt;/center&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E eu te explico: materiais técnicos, como artigos, possuem uma fama de serem "difíceis de entender". E óbvio que essa constatação não é 100% verdadeira, mas ela se torna real a partir do momento em que houve apenas uma preocupação na criação do material em questão: a sua existência. Uma propriedade muito importante e lembrada com pouca frequência é a tal de legibilidade, que torna as coisas mais fáceis de se ler, ou entendíveis. E há muitas maneiras de colocar essa engrenagem para girar, mas a principal é: ter empatia com quem está lendo. Você pode não saber quem é ou não ter conhecimento do background da pessoa leitora, mas deve ter como parâmetro que a sua avó (ou qualquer outra pessoa que não tenha muito conhecimento no assunto) consiga compreender o que está escrito.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Partindo desse ponto, vamos para um dos tópicos que eu mais amo no mundo: &lt;strong&gt;analogias&lt;/strong&gt;!&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  A arte de explicar utilizando exemplos simples
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&lt;a href="https://i.giphy.com/media/l44QiZECjPEjLAwzm/giphy.gif" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://i.giphy.com/media/l44QiZECjPEjLAwzm/giphy.gif" width="461" height="294"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;center&gt;Mulher jogando papéis picados para alto&lt;/center&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando penso em analogia, sempre me vem a cabeça atividades comuns do dia a dia: andar, escovar os dentes, cozinhar, fazer compras, assistir série. Esse termo faz referência a um processo que passa a ser explicado de uma maneira descomplicada, e normalmente utiliza coisas que façam parte da realidade da maioria das pessoas. Por exemplo, minha avó não entende o que é um algoritmo, mas sabe o que é uma receita de bolo. Então, se eu disser para ela que um algoritmo funciona como uma série de passos, assim como uma receita de bolo, provavelmente ela entenderá o conceito (mesmo sem saber programação) e conseguirá construir uma ponte entre os dois assuntos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas vamos a outro exemplo. Imagine que você está tentando explicar a alguém sobre o conceito de Github, mas não consegue encontrar um conceito do dia a dia para utilizar na explicação. E eis que você pensa numa geladeira! O Github é um site que funciona como uma "rede social das pessoas programadoras", onde se armazena código e projetos em repositórios. Uma geladeira é um local cheio de prateleiras e compartimentos, onde se guardam alimentos e pratos prontos. Então, se pensarmos no Github como uma geladeira que não guarda comida, mas principalmente código, e possui divisões de acordo com o tipo / categoria / área em que o código está sendo utilizado, as coisas ficam muito mais legíveis e visuais.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  "Uma imagem vale mais que mil palavras", ou quase isso
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&lt;a href="https://i.giphy.com/media/2XskdWTCW96qaKAJncA/giphy.gif" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://i.giphy.com/media/2XskdWTCW96qaKAJncA/giphy.gif" width="300" height="225"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;center&gt;Gif com as obras do pintor Van Gogh&lt;/center&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Que um exemplo pode ficar bem mais explícito como uma imagem não se discute. Mas, no momento em que se deseja ilustrar algo com uma figura, deve pensar-se também em alguns outros pontos, como:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Na resolução dessa imagem&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Não é porque "&lt;em&gt;no meu computador funciona&lt;/em&gt;" que no computador de outras pessoas vai funcionar, não é mesmo? O que você consegue visualizar bem no seu monitor de 29' full HD pode não ser o ideal para quem está lendo do celular. Por esse motivo, sempre prefira figuras com alta resolução ou envie seu artigo para outras pessoas verificarem se as fotografias não estão distorcidas.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Nas cores dessa imagem&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;O que funciona para um pode não funcionar para os outros. Você pode conseguir identificar todas as cores presentes em uma imagem, mas há pessoas que não e tá tudo bem. Lembre-se sempre disso quando for descrever a imagem, pois citar uma determinada parte da figura através de sua cor pode não ser acessível.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Se a figura contém texto, e se ele está legível&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Sempre tome o cuidado de descrever as imagens, para que pessoas cegas, com baixa visão ou com alguma dificuldade na vista não sejam prejudicadas por não conseguirem visualizar a foto em questão.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Na explicação dessa imagem&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Imagens devem ser usadas quando necessárias, mas isso não significa soltar elas aleatoriamente ao longo do texto. Sempre tente manter a coerência entre o que está escrito e ilustrado.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Nos direitos autorais da figura&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Imagens, se não criadas pela própria pessoa autora do texto, foram retiradas de algum lugar. É super importante passar dentro do artigo de onde a figura foi extraída, e tentar ao máximo utilizar imagens que possuam licença de direitos autorais livre. Nesses sites você pode encontrar figuras nessa categoria:&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Foque na comunicação, não no &lt;em&gt;tecniquês&lt;/em&gt;
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&lt;a href="https://i.giphy.com/media/RdtcEbPrajYcmM8oH0/giphy.gif" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://i.giphy.com/media/RdtcEbPrajYcmM8oH0/giphy.gif" width="480" height="270"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;center&gt;Homem se comunicando enquanto faz gestos com as mãos&lt;/center&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;"Mas eu entendo o que eu escrevo"&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Bem, bom pra você né, anjo. Utilizar muitos termos técnicos, além de dificultar a leitura do conteúdo que você dedicou seu tempo e preprou com carinho, faz com que uma gama de pessoas não sintam-se capazes de consumir o seu conteúdo por ele ser difícíl de interpretar. Nas minhas aulas de Storytelling, sempre enfatizava esse fato para a turma, pois é crucial para que as pessoas sintam-se confortáveis o suficiente com o enredo que você montou e se identifiquem com a história.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lembre-se: não usar o tecniquês não significa escrever algo ruim, mas sim fazer com que mais pessoas entendam o conteúdo que você está publicando e ajudar o conhecimento a ser disseminado.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Entenda quem você quer atingir&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Não adianta produzir um artigo com conteúdo extremamente avançados, se o seu desejo é alcançar as pessoas que possuem mais senioridade, e vice versa. Se você quer ter um público mais geral e menos específico, pense em estratégias e conteúdos que possam ajudar nisso, e que atinjam essas pessoas.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  C-O-M-U-N-I-Q-U-E
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&lt;a href="https://i.giphy.com/media/jV4wbvtJxdjnMriYmY/giphy.gif" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://i.giphy.com/media/jV4wbvtJxdjnMriYmY/giphy.gif" width="498" height="367"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;center&gt;Meme do Bob Esponja apresentando a comunicação&lt;/center&gt;  

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Hoje em dia muito se fala sobre &lt;strong&gt;comunicação neutra&lt;/strong&gt; e afins. Você sabe realmente o que isso significa e sua importância?&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Pessoas são pessoas, e apenas isso&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Esse termo surgiu com o intuito de fazer com que &lt;strong&gt;TODAS&lt;/strong&gt; as pessoas, independente de gênero ou orientação sexual, sintam-se representadas. Isso significa que, referir-se a alguém como "desenvolvedor", "o programador", "o cara", é algo excludente e que deve ficar no passado. Além de ignorar a existência de mulheres em uma determinada área ou assunto (isso é muito comum em tecnologia, principalmente em vagas), você pode acabar excluindo pessoas não binárias ou que se identifiquem com um pronome que você não esteja utilizando.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;O temido "&lt;em&gt;x&lt;/em&gt;"&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Eu já vi muita gente criticando e muita gente usando termos terminados com "x" no final, como "desenvolvedorxs", "cientistx", "alunxs", etc. Acontece que, esse &lt;strong&gt;x&lt;/strong&gt; que as pessoas cismam em colocar para deixar as coisas "&lt;em&gt;inclusivas&lt;/em&gt;" acaba tornando o processo mais doloroso para pessoas deficientes visuais que precisam utilizar leitores de tela. Isso porque leitores de tela não conseguem reproduzir o som representado por esses termos, exatamente por esse &lt;strong&gt;x&lt;/strong&gt; não estar configurado nos equipamentos. Por esse motivo, NÃO UTILIZE X nos termos para tentar ser uma pessoa inclusiva. O efeito rebote é real.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Tira o "&lt;em&gt;x&lt;/em&gt;", mas coloca o "&lt;em&gt;e&lt;/em&gt;"&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Como solução para não usar o &lt;strong&gt;x&lt;/strong&gt;, as pessoas começaram a colocar o &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt; no final, como forma de tornar acessível e diverso o texto escrito. Acontece que, de acordo com as normas da língua portuguesa, isso é uma prática errada. Eu não estou aqui para defender um lado ou outro, mas para dizer que: há uma saída que não exclua absolutamente ninguém - seja por exclusão de minorias, seja por ilegibilidade - e que torna a leitura mais fluida, acessível e inclusiva. &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;O inclusivo - e mais esquecido - substantivo&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Composto, primitivo, derivado, próprio: calma, isso não é aula de português, mas também é importante! Um dos tipos de substantivos menos citados e mais importante é o coletivo, que engloba um grupo de itens do mesmo tipo, e é extremamente útil para se referir a um grupo de pessoas, sem necessariamente utilizar um pronome que defina gênero. &lt;em&gt;Grupo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;comunidade&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;pessoas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;turma&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;estudantes&lt;/em&gt; são ótimos exemplos para fazer isso.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Seja confiante!
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&lt;a href="https://i.giphy.com/media/loSQ6ueH5uC8CQsYXp/giphy.gif" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://i.giphy.com/media/loSQ6ueH5uC8CQsYXp/giphy.gif" width="480" height="480"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;center&gt;Personagem da série Lucifer emanando confiança&lt;/center&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando perguntei no &lt;a href="https://twitter.com/dii_lua/status/1396587542674350083" rel="noopener noreferrer"&gt;Twitter&lt;/a&gt; quais as maiores dúvidas da galera a respeito de artigo técnico, recebi diversas respostas, e vou tentar respondê-las agora:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Será que vai ser útil pra alguém?&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Será que vai ser realmente útil?&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Eu tenho uma tese (vulgo mantra) de que todo mundo há algo para compartilhar e algo para aprender. Isso serve para eu que estou escrevendo desse lado, para você que está lendo do outro, para a pessoa idosa que está caminhando na rua e para a criança brincando de futebol no andar de cima. Independente de quem seja, as pessoas têm muito a agregar. E por isso mesmo isso não deveria ser uma pergunta, mas uma AFIRMAÇÃO de que sim, o seu conteúdo tem muita utilidade para alguém.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Será que o que vou dizer está certo? &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Olha, eu não conheço alguém que saiba de absolutamente tudo. Mesmo quem seja visto como uma referência de uma determinada área, essa pessoa pode não saber tudo dela. E tá tudon bem! Precisamos normalizar que as pessoas, ainda mais as desenvolvedoras, não precisam ser gênias das tecnologias que trabalham para poder falar sobre elas :)&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Será que alguém consegue explicar melhor que eu?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Talvez. Não posso te afirmar nem negar, exatamente pelo fato do mundo ter quase 8 bilhões de pessoas. Mas isso não significa que, só porque há a possibilidade de alguém explicar melhor, você não deva se permitir explicar sobre um tópico. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vou te dar um exemplo pessoal: eu tenho uma palestra, que fiz lá em 2018, e dou ela até hoje. Seu nome é "Data Science: É de comer?", e eu já palestrei em eventos nacionais, internacionais e locais usando ela, dezenas de vezes. Ela inspirou artigos, palestras e podcasts, e muita gente fala bem quando levo ela para os eventos. Mesmo te contando tudo isso, não significa que seja a melhor palestra do mundo. A única certeza que ela me traz é: toda vez que vou ministrá-la em algum lugar, eu aprendo mais sobre o assunto. E consigo aprimorar minhas falas, slides e ganchos, simplesmente porque estou praticando isso. Então, antes de se comparar com alguém ou considerar que uma determinada pessoa consegue explicar melhor que você, faça! Apenas faça e se aprimore nisso, porque essa é a única maneira de voce ganhar experiência: praticando. &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Como se limitar a pesquisa para não se perder em tantas possibilidade?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Definindo seus objetivos e metas a serem atingidas com um determinado conteúdo. Quando você decide falar a respeito de um assunto, deve pensar no que pretende focar e como deseja abordar o tópico em questão, pois esses pilares te nortearão no desenvolvimento da sua pesquisa, e fará com que você estabeleça os principais pontos que deseja destacar.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;De que forma devo escrever? O mais formal possível? Menos formal?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Depende muito de que está escrevendo. Eu, por exemplo, não uso uma linguagem extremamente formal, porque gosto que as pessoas se identifiquem com o que estou abordando. Isso também não significa que eu use apenas termos que estão &lt;em&gt;hypados&lt;/em&gt; (famosos) na área, apenas porque eles ganharam visibilidade no momento, ou não respeite as normas do português. Escrita pra mim, independente do gênero ou objetivo, é uma forma de se expressar. E gosto que as pessoas e enxerguem no que eu produzo.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Será que não estou passando alguma informação errada ou não tão certa?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Olha, eu sempre pesquiso muito antes de passar uma determinada informação, e recomendo que as pessoas também façam isso. Porém, há dois fatos bem interessantes sobre esse ponto, que são: não precisamos saber tudo, e errar é humano. Engana-se quem pensa que artigos técnicos são carregados de informações 100% verídicas na maior parte do tempo, porque não são. Já encontrei diversas vezes erros e afirmações gritantes que, claramente, mostravam que não havia sido feito uma pesquisa ou a pessoa que produziu tinha embasamento. Por isso mesmo, a recomendação é: pesquise, e se não souber, pergunte. Não custa nada, inclusive.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Me embasar em artigos de diferentes pessoas sobre o assunto ou buscar afunilar mais minha base de busca?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Eu adoro me embasar em artigos de diferentes pessoas, e também amo fazer pesquisas para tornar a definição do que pretendo escrever mais clara. Uma coisa não impede a outra, mas acho que há alguns pontos importantes nisso:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;-&amp;gt; Se embasar é diferente de fazer cópia. Diversas vezes, artigos e conteúdos de outras pessoas me deram ideias, mas plágio é crime e sou totalmente contra a isso;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;-&amp;gt; Sempre que citar a fala / pesquisa / conteúdo de alguém, dê os créditos e de preferência, coloque o link para o material;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;-&amp;gt; Quando for pesquisar para afunilar mais a sua base de buscqa, tome cuidado para não acabar se encantando com outras temáticas e esquecendo a sua original. Não há problema algum em escrever sobre tópicos relacionados, mas deixar o assunto que você queria tratar porque encontrou outro pode gerar frustração (já aconteceu comigo). Nesse caso, recomendo optar por escrever dois textos, cada um tratando de uma temática específica, ou caso deseje, englobando um assunto no outro. Reflita se faz sentido.      &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Quais os passos para produzir desde o início até sua publicação?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Bem, há muitas formas de se fazer isso, incluindo rascunhar em um papel qual é a estrutura que você quer obter e as metas a serem atingidas com o seu artigo, mas acredito que um esqueleto sempre pode ajudar!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pensando nisso, decidi montar um esqueleto baseado no que faço, e deixei disponível para você baixar e modificar como quiser! O template está bem simples, e você pode encontrá-lo &lt;a href="https://drive.google.com/file/d/1H0gANJP8i70QJDfcFOSxwo8iMxpVT2OO/view?usp=sharing" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Caso haja interesse, posso organizar uma live ou workshop para que possamos construir juntos! &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&lt;a href="https://i.giphy.com/media/KZAMZlHBmqZ6Zu0HBO/giphy.gif" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://i.giphy.com/media/KZAMZlHBmqZ6Zu0HBO/giphy.gif" width="480" height="480"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;center&gt;Gif de um boneco mandando corações&lt;/center&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Você também pode conferir mais artigos meus e como organizo as ideias nos meus perfis do &lt;a href="https://dev.to/dii_lua"&gt;Dev.to&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://medium.com/@dii_lua" rel="noopener noreferrer"&gt;Medium&lt;/a&gt; e &lt;a href="https://www.therelicans.com/dii_lua" rel="noopener noreferrer"&gt;The Relicans&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se quiser trocar uma ideia, me dá um alô no &lt;a href="https://twitter.com/dii_lua" rel="noopener noreferrer"&gt;Twitter&lt;/a&gt; que a gente conversa!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Beijinhos científicos, &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lelê &amp;lt;3&lt;/p&gt;

</description>
    </item>
    <item>
      <title>Why Python?</title>
      <dc:creator>Letícia Silva</dc:creator>
      <pubDate>Tue, 29 Jun 2021 02:51:45 +0000</pubDate>
      <link>https://forem.com/dii_lua/why-python-3ng0</link>
      <guid>https://forem.com/dii_lua/why-python-3ng0</guid>
      <description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Of all the questions and doubts I get, I believe this one is universal. I will try to answer it.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;    Beautiful is better than ugly.
    Explicit is better than implicit.
    Simple is better than complex.
    Complex is better than complicated.
    Flat is better than nested.
    Sparse is better than dense.
    Readability counts.
    Special cases aren't special enough to break the rules.
    Although practicality beats purity.
    Errors should never pass silently.
    Unless explicitly silenced.
    In the face of ambiguity, refuse the temptation to guess.
    There should be one-- and preferably only one --obvious way to do it.
    Although that way may not be obvious at first unless you're Dutch.
    Now is better than never.
    Although never is often better than *right* now.
    If the implementation is hard to explain, it's a bad idea.
    If the implementation is easy to explain, it may be a good idea.
    Namespaces are one honking great idea -- let's do more of those!
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;h3&gt;
  
  
  To read the poem above, just install Python on your computer (tutorial avaliable &lt;a href="https://www.python.org/downloads/" rel="noopener noreferrer"&gt;here&lt;/a&gt;) and use the command:
&lt;/h3&gt;
&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;    import this
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Occupapying the 3rd position as the most used language in the world (source: &lt;a href="https://www.tiobe.com/tiobe-index/" rel="noopener noreferrer"&gt;TIOBE&lt;/a&gt;), Python has been looking for a constant demand, both from developers and from companies. It's high performance with large volumes of data has made the technology grow exponentially, and the trend is for it's applications to grow more and more.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  But where did it came from?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A dutchman, named Guido Van Rossum, created the language at Christmas &lt;strong&gt;1989&lt;/strong&gt;. It's C based, and it's name is a reference to the &lt;a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Monty_Python%27s_Flying_Circus" rel="noopener noreferrer"&gt;Monty Python&lt;/a&gt; comedy series.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;It's goals are:  &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;to be intuitive and easy to learn, yet still as good as languages ​​considered "powerful";  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;to have a syntax as intelligible as English;  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;to be open source, thus allowing other people to be able to contribute with ideas and features;  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;to be perfect for solving everyday's problems, providing faster development and a lower learning curve.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Why should I learn it?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;If the topics above are not enough to convince you to learn the language, I give to you a little help. As said, the language learning curve is low, which means that the language learning is fast and the trend is for you to produce code that is more and more intuitive - and faster.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A few years ago, the &lt;strong&gt;MIT&lt;/strong&gt; (Massachusetts Institute of Technology) decided to use Python to introduce programming logic to it's students. The strategy was made because many students failed the subject. In Switzerland, the &lt;strong&gt;Fachhochschule Zurich&lt;/strong&gt; university works with the language in postgraduate courses.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Already here in Brazil, we have these institutions teaching the disciplines of programming logic / programming with Python (as far as I could list):&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;FATEC&lt;/strong&gt; (Faculty of Technology of São Paulo) - some units;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;IMPACTA&lt;/strong&gt; (private college in São Paulo);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;USP&lt;/strong&gt; (University of São Paulo);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;IFRO&lt;/strong&gt; (Federal Institute of Rondônia);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;PUC-Rio&lt;/strong&gt; (Pontifical Catholic University of Rio de Janeiro);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UFC&lt;/strong&gt; (Federal University of Ceará);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UFSCar&lt;/strong&gt; (Federal University of São Carlos, São Paulo);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Mackenzie&lt;/strong&gt; (private college in São Paulo);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Infnet Institute&lt;/strong&gt; (private college in Rio de Janeiro);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UEFS&lt;/strong&gt; (State University of Feira de Santana, Bahia);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UNICSAL&lt;/strong&gt; (State University of Health Sciences of Alagoas);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UEA&lt;/strong&gt; (University of the State of Amazonas);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;IFPB&lt;/strong&gt; (Federal Institute of Paraíba);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UERJ&lt;/strong&gt; (State University of Rio de Janeiro);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UFSC&lt;/strong&gt; (Federal University of Santa Catarina);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Instituto Superior Tupy&lt;/strong&gt; (Private College of Joinville, Santa Catarina);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UEPB&lt;/strong&gt; (State University of Paraíba);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;IFPI - Campus Picos&lt;/strong&gt; (Federal Institute of Piauí);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UNIFEI&lt;/strong&gt; (Federal University of Itajubá - Minas Gerais);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;Estácio de Sá University&lt;/strong&gt; (Rio de Janeiro branch);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UFV&lt;/strong&gt; (Federal University of Viçosa - Minas Gerais);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UNB&lt;/strong&gt; (Federal University of Brasília - Federal District);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UFMG&lt;/strong&gt; (Federal University of Minas Gerais);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;IFF&lt;/strong&gt; (Instituto Federal Fluminense - RJ);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;IFRN&lt;/strong&gt; (Federal Institute of Rio Grande do Norte);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UFCG&lt;/strong&gt; (Federal University of Campina Grande - Paraíba);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UFMS&lt;/strong&gt; (Federal University of Mato Grosso do Sul);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;IFSP São Carlos&lt;/strong&gt; (Federal Institute of São Carlos, São Paulo);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UFPR Litoral&lt;/strong&gt; (Federal University of Paraná);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;UCL&lt;/strong&gt; (University of Centro Leste - Espírito Santo);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;IFRN - Ceará-Mirim Campus&lt;/strong&gt; (Federal Institute of Rio Grande do Norte).&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  &lt;strong&gt;Thanks to &lt;a href="https://twitter.com/dii_lua/status/1238225579239002117" rel="noopener noreferrer"&gt;followers&lt;/a&gt; who contributed to this list of institutions - I love you!&lt;/strong&gt;
&lt;/h3&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  And what is it for?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Well, here's a broad question. When we talk about Python, the subject ranges from applications developed for the web to machine learning algorithms. Remember the first black hole photo made famous in 2019? So, several Python libraries were used to achieve this feat. Companies like Youtube, Google, Pinterest, Instagram, Spotify, Reddit, Dropbox and Quora also uses it in their applications.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Below is an example list of technologies developed in Python and their respective areas of expertise:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Web development&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Django;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Flask;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Tornado;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Web2Py;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;CherryPy;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Bottle;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;TurboGears.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Information security&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;URLLib;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Requests;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Socket;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;HTTPLib;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;PyAesCrypt.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Data Science&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Scikit learn;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;NumPy;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;SciPy;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Numba;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;TensorFlow;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;PyTorch;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Keras;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;NLTK;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;SpaCy;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Gensim;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Scrapy;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Beautiful Soup;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Requests;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;PyOD;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;QGrid;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;LightGBM;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Vaex;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;XGBoost;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;CatBoost;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Matplotlib;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Pandas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Plotly;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;LIME;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Featuretools;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;StatsModels;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Seaborn;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Bokeh;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Pydot.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bioinformatics&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;DB-API;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Pillow;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;NumPy;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;HTMLgen;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;PyGTK;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;WxPython.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Statistics&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;RPy;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Scipy;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;PyChem.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Image processing&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Pillow;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;OpenCV;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Scikit-image;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;SciPy;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;NumPy.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Why has it become so well known?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Unlike other famous languages ​​that are owned by large companies, Python always kept it's source open and available to anyone who wanted to contribute. This helps the fact that people who adhere to the &lt;em&gt;open source&lt;/em&gt; movement are attracted to the universe of this technology, but it doesn't stop there.&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;It is a language that does not require the use of lots of special characters, making it's usage pretty simple;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;It is also multiparadigm, which provides greater development experience;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;It has an extensive internal library, which facilitates the use of the language and does not need to import from external libraries all the time;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;It's &lt;em&gt;built-ins&lt;/em&gt; functions (i.e native functions), are always available;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;It is extremely comprehensive and used by several areas that are not necessarily in STEM. For example: there are several journalists who are great Python programmers and I've met biomedics, accountants, physicists, geographers, mathematicians, neuroscientists, engineers, and people from various professions who program in the language;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;It has an amazing community, which values ​​diversity and inclusion, as well as being very welcoming. &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  People &amp;gt; Technology
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;And we come to my favorite part of this theme. For a lot of people, hearing about the community may seen strange or confusing, but I'll explain it. They are people (who don't need to be Python developers) that gather together to learn and share knowledge. As a person once taught me (** &amp;lt;3 **), there is a common phrase that defines it very well:&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;     "Software community is when you bring together people who excel in teaching, people interested in learning, and people who have different levels of knowledge who interact with each other to make the same project."
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;And with that definition, I can explain a little better what communities are like. In this environment, people from different levels come together to help, learn, support, network, have ideas and develop them, promote initiatives (such as using programming for groups considered a minority in IT), provide a safe environment where they can evolve and find opportunities.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Within the Python community, there are many of these groups. Check it out:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;It has the &lt;strong&gt;GruPy's&lt;/strong&gt; or &lt;strong&gt;PUG's&lt;/strong&gt;, which are Python user groups and open to everyone;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;The &lt;strong&gt;PyLadies&lt;/strong&gt;, an initiative to insert, encourage, and empower women in programming using Python;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;The &lt;strong&gt;SciPy&lt;/strong&gt;, which is the scientific language community;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;The &lt;strong&gt;AfroPython&lt;/strong&gt;, aimed to black people;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PyData&lt;/strong&gt;, for people who like and / or work with data;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;And there are several other language-specific groups! To learn more, you can access &lt;a href="https://wiki.python.org/moin/LocalUserGroups" rel="noopener noreferrer"&gt;here&lt;/a&gt; to find out about local groups, and &lt;a href="https://pyladies.com/locations/" rel="noopener noreferrer"&gt;here&lt;/a&gt; for local PyLadies groups.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;And it is in the midst of these people that emerges conections for the rest of their lives. Are you finding it exaggerated? I've seen job offers, dating requests, marriages, company partnerships, various partnerships, many friendships and hangouts that are forever imprinted in my memory. Here's the tip: go to a Python event and stay for the PyPub. You won't regret it :D&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  PS .: If you don't have a local group where you live, why not create one? To start a community, just have the will and initiative!
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Now that I've told you a little about Python, I think it's clear why so many people like the language right?! So don't waste time and come to the Pythonic side of the force!&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Little kisses! &lt;a href="//twitter.com/dii_lua"&gt;Lelê&lt;/a&gt; &amp;lt;3
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F24clozqzr0dv01y3xxfm.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F24clozqzr0dv01y3xxfm.png" alt="I choose you" width="500" height="500"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

</description>
      <category>python</category>
      <category>programming</category>
      <category>community</category>
      <category>opensource</category>
    </item>
    <item>
      <title>Precisamos falar sobre a pirataria.</title>
      <dc:creator>Letícia Silva</dc:creator>
      <pubDate>Tue, 16 Feb 2021 21:45:49 +0000</pubDate>
      <link>https://forem.com/dii_lua/precisamos-falar-sobre-a-pirataria-5a1k</link>
      <guid>https://forem.com/dii_lua/precisamos-falar-sobre-a-pirataria-5a1k</guid>
      <description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;A pirataria me fez ser quem eu sou hoje, e provavelmente impactou a sua vida também. Mas quais os impactos disso?&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Se você vai ler esse texto, preciso te dar algumas informações:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Eu não vou defender ou demonizar a pirataria, e vou explicar o porquê;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Tenho 23 anos, trabalho com tecnologia e tenho muitos privilégios (dentre eles adquirir livros e consumir outros conteúdos de forma lícita);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Não venho de família rica, apesar de atualmente ter muitas condições que não tive no passado.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Muito se fala, principalmente em tecnologia, sobre a pirataria. Diariamente ouço relatos de pessoas que têm seus conteúdos copiados, ao mesmo tempo em que vejo livros em PDF e outros tipos de informações sendo compartilhados de forma descontrolada em grupos de TI. O que não é dito - e muitas vezes, não é pensado - é porque isso acontece, quais suas causas e consequências. Então, vamos começar pelas origens:&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  De onde surgiu a pirataria no Brasil?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A pirataria chega aqui junto com a mudança mais drástica que o país já sofreu - a tomada do país pelos portugueses. No livro "O Jardim de D. João", a jornalista e escritora Rosa Nepomuceno mostra indícios de que a prática já era bem comum na época, e foi oficializada no ano de 1809. Mais detalhes podem ser encontrados &lt;a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0812200718.htm#:~:text=%22A%20pirataria%20sempre%20correu%20solta,regi%C3%A3o%2C%20entre%201810%20e%201817." rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Dito isso, podemos começar a entender a proporção que a pirataria é bem mais antiga do que se imagina, né?!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;OBS.: A pirataria não existe somente no Brasil, como em todo o mundo. 🌎&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  A pirataria é um problema social
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Sem dúvidas, a crescente no consumo de produtos piratas é cercada por diversos motivos, sendo o maior e mais comum deles a &lt;strong&gt;acessibilidade&lt;/strong&gt;. Produtos pirateados tendem a ser mais baratos e mais vantajosos financeiramente, considerando que possuem aparência similar e prometem oferecer uma qualidade igual ou próxima do original. Isso promoveu às classes que não possuíam altas condições financeiras o acesso a um mundo que chegava mais próximo do que se é esperado enquanto sociedade, promovido pelas mídias de comunicação.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Poder se vestir da maneira que se é vista em clipes, usar dispositivos eletrônicos e produtos de beleza parecidos com os de pessoas famosas, e poder ofertar um "status" dentro da comunidade em que se habita provocou um efeito muito conhecido, e que permeia toda a "massa" do país. É inevitável, toda pessoa nascida e criada no território brasileiro já consumiu algum produto pirata, consiciente ou inconsciente desse ato.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Impacta nos cofres públicos
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Há também um outro fato para que se difame tanto o ato de piratear: os prejuízos em impostos. A pirataria é um mercado que movimenta mais de $ 56 bilhões de reais por ano, e isso faz com que todos os setores da economia sejam afetados, deixando de arrecadar mais de $ 84 bilhões de reais, segundo a Mackenzie.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na área de software esse problema se torna ainda maior, afetando "61% dos programas e 70,4% dos equipamentos vendidos, causando a perda de 45 mil vagas de emprego e 1,4 bilhão de reais a menos nos cofres públicos” (dados da Associação das Empresas de Software - Abes).&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  É um ato cultural
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Independente de classe social, é observado que há um consumo dessa categoria de produtos por todas as classes sociais, exatamente por estar enraizado na sociedade. O "jeitinho brasileiro" pode não ter uma origem tão brasileira assim, mas é comumente praticado por todos e vem sendo naturalizado dia após dia.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Mas agora, a pergunta que não quer calar: por que precisamos falar sobre isso?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Resolver escrever esse texto pode parecer um ato de loucura ou coragem, você escolhe, mas além disso, é um ato de necessidade. Tenho presenciado frequentemente pessoas demonizando o compartilhamento de artigos, livros ou outros tipos de conteúdos, principalmente dentro das comunidades, e gostaria de relembrar porque a pirataria é um tópico que precisa ser debatido.&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Vivências importam
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Como falei no começo, eu sou uma mulher, da tecnologia, que trabalha com ciência de dados. E hoje eu consigo comprar, apesar de muitas vezes serem valores exorbitantes até para mim, os materiais de estudo que preciso, como livros sobre os conteúdos que pesquiso e/ou quero aprender. Infelizmente, não foi assim a vida toda. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Fazendo um giro pela minha vida, consigo recordar claramente que meus pais não tinham condições de comprar livros para eu ler, mesmo sendo uma leitora assídua. Eu consumia livros da escola pública em que estudava, porque &lt;strong&gt;haviam livros disponíveis&lt;/strong&gt; lá. Então, desde pequena, peguei o hábito pela leitura porque tive &lt;strong&gt;acesso&lt;/strong&gt;, mesmo não tendo condições de adquirir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Durante muitos anos também, eu passei os finais de semana indo a feira com meu pai para visitar barraquinhas de CD's e DVD's, porque não tínhamos condições de pagar. Lembro até hoje de namorar um DVD do Michael Jackson nas Lojas Americanas, no valor de $ 40 reais. Encontramos o mesmo e vários outros DVD's diferentes, e pagamos $ 10 reais, levando três deles para casa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No técnico e graduação, começou a saga de "Vocês precisam ler isso" e "Vocês precisam ler aquilo" e nem todos os conteúdos / materiais estarem disponíveis na biblioteca, fosse da faculdade, fosse da biblioteca pública da cidade. Lembro que andava com uma mochila gigantesca para carregar todos os livros que precisava ler das 9 disciplinas diferentes, e mesmo assim não era o bastante. Tive problemas na coluna, eventualmente esquecia de entregar os livros (e ficava dias sem poder emprestar novamente por conta disso) e ainda assim, não era sempre o conteúdo que os professores exigiam ser consumido em sala de aula.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lembro quando ganhei um Kindle. Foi o melhor presente de longe que havia ganhado na vida, porque conseguia baixar os arquivos que precisava e lia-os num e-reader que pesava menos de 170 gramas. Também lembro que nunca quis piratear o conteúdo de alguém, mas &lt;strong&gt;querer&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;precisar&lt;/strong&gt; são coisas bem diferentes. E você entende bem esses conceitos quando sente na pele.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entrei no meu primeiro trabalho como desenvolvedora. Era dentro de um instituto de pesquisa, e todo meu tempo livre era destinado a explorar a biblioteca. Eu aproveitava ao máximo o tempo e conteúdos &lt;strong&gt;disponíveis&lt;/strong&gt;, sempre marcava numa agenda os dias que precisava devolver os livros para não atrasar, e frequentava tanto que me tornei amiga da bibliotecária. Ela dizia que nunca havia visto alguém com tanta "sede" por livros.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em 2018 &lt;strong&gt;ganhei&lt;/strong&gt; meus primeiros livros de linguagens de programação de presente de aniversário, e eu chorei. Chorei porque, se meu pai não tivesse comprado e parcelado em mil prestações no cartão, provavelmente não os teria tão cedo. E isso, definitivamente, mudou a minha vida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fj61tipzfbg3u6itzywpv.jpg" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2Fj61tipzfbg3u6itzywpv.jpg" alt="Alt Text" width="800" height="600"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Hoje estamos em 2021. Nessa foto não tem todos, mas grande parte dos livros que &lt;strong&gt;adquiri&lt;/strong&gt; nesses anos. Pode parecer poucos para uns, mas é muito para mim. E é algo grandioso porque eu nunca pude comprar, então meu acesso, de uma forma ou outra, fora limitado durante uma parcela da minha vida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Atualmente eu posso, e valorizo muito isso, mas por muito tempo eu &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; pude. E é sobre isso que quero falar. Hoje existe muito conteúdo gratuito na internet, para as pessoas acessarem / baixarem / consumirem, mas ainda existem áreas e assuntos extremamente escassos de materiais. E sabe onde normalmente você encontra isso? Em conteúdos pagos. E sabe quem não tem acesso? Quem não tem dinheiro para pagar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu fico extremamente feliz de saber que diversos conteúdos estão mais fáceis de serem acessados, mas entenda: &lt;strong&gt;estar na internet não significa estar acessível&lt;/strong&gt;. Mesmo existindo documentação de &lt;em&gt;n&lt;/em&gt; linguagens de programação, fora raras exceções, a maioria é em inglês. E sabe quem não tem acesso a inglês de qualidade? 90% da população brasileira.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Então eu quero que cada pessoa que chegou até aqui pense sobre isso. Eu não estou aqui para julgar, proteger ou apontar, mas sim para atestar que: a pirataria me trouxe até aqui. E provavelmente trouxe você também.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E antes de dizer que essa afirmação é falsa, vasculhe em todos os itens da sua casa, no seu computador (Windows, pacote Office, Adobe Photoshop e afins), Drive e arquivos pessoais (livros, artigos, fotos, músicas), coleção de videogames, gadgets, roupas, acessórios, sapatos e demais itens. Eu realmente duvido que você não possua um item pirateado, mesmo que não saiba desse fato.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quer mudar esse cenário? Então contribua de alguma forma! Seja doando seus livros e materiais antigos para alguém, produzindo conteúdo de qualidade 100% em português, traduzindo documentação ou comprando conteúdos pagos e doando para quem precisa, ficar inerte sobre essa situação não é uma opção. Muita gente pode ser impactada por uma atitude simples que pode vir de você, então não deixe essa oportunidade passar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Reflita sobre isso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Beijos, &lt;br&gt;
Lê.&lt;/p&gt;

</description>
      <category>tecnology</category>
      <category>reflexion</category>
      <category>people</category>
      <category>piratary</category>
    </item>
    <item>
      <title>Github Profile: Como fazer?</title>
      <dc:creator>Letícia Silva</dc:creator>
      <pubDate>Fri, 16 Oct 2020 00:17:05 +0000</pubDate>
      <link>https://forem.com/dii_lua/github-profile-como-fazer-54o0</link>
      <guid>https://forem.com/dii_lua/github-profile-como-fazer-54o0</guid>
      <description>&lt;p&gt;Você já deve ter entrado em algum perfil do &lt;a href="https://github.com" rel="noopener noreferrer"&gt;Github&lt;/a&gt; e se deparado com um página &lt;strong&gt;totalmente&lt;/strong&gt; diferente do que já viu. Isso acontece porque o Github implantou uma nova feature chamada &lt;em&gt;Github Profile&lt;/em&gt;, que permite personalizar o seu perfil com foto de capa, linguagens mais utilizadas, links para redes sociais e informações pessoais, como aquela bio que nos esforçamos para fazer no LinkedIn.  &lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Tá, mas como fazer isso? Vem comigo que eu te ensino!
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://i.giphy.com/media/13hxeOYjoTWtK8/giphy.gif" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://i.giphy.com/media/13hxeOYjoTWtK8/giphy.gif" width="350" height="350"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;O primeiro passo é criar uma conta no &lt;a href="https://github.com" rel="noopener noreferrer"&gt;Github&lt;/a&gt;. Se já tiver uma conta, pode pular essa etapa ;)  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Crie um repositório com o seu nome de usuário. O meu por exemplo é &lt;strong&gt;leticiadasilva&lt;/strong&gt;, então criei um repositório com o mesmo nome.&lt;br&gt;
ㅤ&lt;br&gt;
&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fyqajn0g9pkr83eq4onfi.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fyqajn0g9pkr83eq4onfi.png" alt="Alt Text" width="715" height="234"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Repare que o Github já te conta sobre essa nova funcionalidade, explica que o repositório tem ser público, e que deve ser inicializado com o &lt;strong&gt;README&lt;/strong&gt; para começar.  &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Agora é onde a diversão começa! Nessa parte pensaremos na arte da sua capa, e uniremos elementos que te lembrem para criar algo personalizável e que fique com a sua cara 😃
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Tá difícil de pensar? Faça uma lista! Eu juntei diversas características na minha imagem, de coisas que eu amo e ilustram quem eu sou, como:   &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;plantinhas;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;bichinhos de estimação (sou mãe de duas gatinhas maravilhosas);
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;computador (é onde eu passo a maior parte do meu dia);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;itens de papelaria;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;ideias (vivo cheia delas!);
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;uma boa dose de capuccino;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;ferramentas de ciência de dados;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;E voilá, temos um escopo da arte! 😍  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fq7by0ysorjix1n8ruekh.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fq7by0ysorjix1n8ruekh.png" alt="Alt Text" width="800" height="304"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A minha ficou assim, mas vale soltar a imaginação por aí! Ah, eu também coloquei as minhas redes sociais e o canal que tenho no YouTube. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu não sou design (nem manjo tanto de edição de imagens), mas usei algumas ferramentas que ajudaram &lt;strong&gt;MUITO&lt;/strong&gt; a tornar o processo mais fácil e rápido. São elas:  &lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Edição
&lt;/h3&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;a href="https://canva.com" rel="noopener noreferrer"&gt;Canva&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;a href="https://www.gimp.org/" rel="noopener noreferrer"&gt;GIMP&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h3&gt;
  
  
  Imagens em png (com fundo transparente)
&lt;/h3&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;a href="https://blush.design/pt" rel="noopener noreferrer"&gt;Blush&lt;/a&gt;;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;a href="https://lukaszadam.com/" rel="noopener noreferrer"&gt;Lukaszadam&lt;/a&gt;;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;a href="https://www.freepik.com/" rel="noopener noreferrer"&gt;Freepik&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Toda a minha arte foi montada no Canva, mas com elementos diversos desses links. A parte mais legal é que você consegue personalizar do seu jeito, tornando a sua arte única!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Segue outro modelo que montei no Canva, dessa vez para o &lt;a href="https://twitter.com/frantz_willian" rel="noopener noreferrer"&gt;Willian Frantz&lt;/a&gt;:  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fwrf4zr1mlp4y5ek6906h.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fwrf4zr1mlp4y5ek6906h.png" alt="Alt Text" width="800" height="304"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E se você não sabe por onde começar, eu te ajudo! Vamos pensar num tema para fazermos nossa arte 😄  &lt;/p&gt;




&lt;h3&gt;
  
  
  Capa
&lt;/h3&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;A primeira coisa a fazer é listar os elementos que você quer que estejam presentes na sua capa! Vamos listar uma persona e suas características:

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;designer;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;sobretons;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;elementos que lembrem design;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;cores alegres.
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Eu peguei a imagem abaixo como inspiração, do &lt;a href="https://blush.design/pt/collections/40G09koP55fYh86yZDnX/character-sitting-on-floor/LQqJkHLd7" rel="noopener noreferrer"&gt;Blush&lt;/a&gt;.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F0i5mbm73i69pmtfbss5d.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F0i5mbm73i69pmtfbss5d.png" alt="Alt Text" width="690" height="800"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;O próximo passo é abrir o &lt;a href="https://canva.com" rel="noopener noreferrer"&gt;Canva&lt;/a&gt; e procurar a opção &lt;em&gt;"Capa para Facebook"&lt;/em&gt;:
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F84jaxqimeockwd32oehv.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F84jaxqimeockwd32oehv.png" alt="Alt Text" width="800" height="245"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;E você terá uma página em branco para chamar de sua! Pode usar sua criatividade &lt;strong&gt;A VON-TA-DE&lt;/strong&gt;!
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fn1skut3iix2wreizk729.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fn1skut3iix2wreizk729.png" alt="Alt Text" width="800" height="293"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Eu resolvi começar com um fundo laranja 🧡;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F81vxvw8131k6jkwvyfzj.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F81vxvw8131k6jkwvyfzj.png" alt="Alt Text" width="800" height="303"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Adicionei um gradiente, no mesmo grupo de tons do laranja;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fg6r54mtjx6ruil7qhpvc.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fg6r54mtjx6ruil7qhpvc.png" alt="Alt Text" width="800" height="302"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Coloquei transparência no gradiente;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fhixjx0didkk9zpdcld7c.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fhixjx0didkk9zpdcld7c.png" alt="Alt Text" width="800" height="303"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Adicionei algumas linhas, também em tons quentes e que combinassem com o fundo;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F27kjhwzhwgq42qaj7nug.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F27kjhwzhwgq42qaj7nug.png" alt="Alt Text" width="800" height="302"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Inseri nossa imagem de inspiração (uma pessoa trabalhando com seu laptop);
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fxt74dhfpy3r4rzataekk.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fxt74dhfpy3r4rzataekk.png" alt="Alt Text" width="800" height="301"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Coloquei um círculo em tons de degradê em torno da figura da pessoa;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F7cv2z7ttml9iwee3w0gm.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F7cv2z7ttml9iwee3w0gm.png" alt="Alt Text" width="800" height="304"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Adicionei um nome fictício para a persona (utilizei uma das fontes e modelos já disponíveis no Canva);
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Factt666lvlmjxvzm88jw.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Factt666lvlmjxvzm88jw.png" alt="Alt Text" width="800" height="304"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Também coloquei um texto para identificar as áreas em que nossa persona trabalha ("DESIGN &amp;amp; UX");
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fbsjgrtmz79uq8babr073.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fbsjgrtmz79uq8babr073.png" alt="Alt Text" width="800" height="303"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Peguei itens que lembrem essas áreas e inseri na imagem;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fvsijn4j3kq2qhhb1qaav.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fvsijn4j3kq2qhhb1qaav.png" alt="Alt Text" width="800" height="304"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Inseri uma figura geométrica na arte;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F6lb43lqw9pq3ey8sjqxe.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F6lb43lqw9pq3ey8sjqxe.png" alt="Alt Text" width="800" height="304"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Apliquei uma transparência na figura geométrica, inseri mais duas cópias dela, e pronto! Terminei a nossa arte, &lt;strong&gt;YAY \o/&lt;/strong&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fwka6myc5n85f1xh13i8y.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fwka6myc5n85f1xh13i8y.png" alt="Alt Text" width="800" height="305"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;OBS.: Eu utilizo a versão PRO do Canva, pois possuo a licença de estudante. Para saber mais a respeito, é só clicar &lt;a href="https://www.canva.com/pt_br/educacao/" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;/p&gt;




&lt;h3&gt;
  
  
  Painéis interativos
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;ㅤ&lt;br&gt;
&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fhsd3o14yx42689t2yyi8.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fhsd3o14yx42689t2yyi8.png" alt="Alt Text" width="800" height="189"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MUITA&lt;/strong&gt; gente me perguntou sobre essa parte. Acontece que, eu não reinventei a roda. Esses painéis estão disponibilizados num &lt;a href="https://github.com/murilothink/github-readme-stats" rel="noopener noreferrer"&gt;repositório&lt;/a&gt; do Github, e a única coisa que eu fiz foi colocá-los no meu arquivo &lt;strong&gt;README.md&lt;/strong&gt;.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Caso você queira os códigos, vou deixá-los aqui. A única coisa que precisa ser feita é alterar &lt;code&gt;seu_usuário&lt;/code&gt; para o seu nome de usuário do Github.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fzg4mmnldhti4wc5obwcb.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fzg4mmnldhti4wc5obwcb.png" alt="Alt Text" width="380" height="184"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;&amp;lt;img width="400px" align="left" src="https://github-readme-stats.vercel.app/api/top-langs/?username=seu_usuário&amp;amp;hide=html&amp;amp;layout=compact&amp;amp;theme=buefy" /&amp;gt;  
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fq8b8x9qdn5i7vo7z5fjo.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fq8b8x9qdn5i7vo7z5fjo.png" alt="Alt Text" width="465" height="183"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;img width="495px" align="left" src="https://github-readme-stats.vercel.app/api?username=seu_usuário&amp;amp;theme=buefy"/&amp;gt;  
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Código completo:  &lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;&amp;lt;center&amp;gt;
&amp;lt;table&amp;gt;
    &amp;lt;tr&amp;gt;
        &amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;img width="400px" align="left" src="https://github-readme-stats.vercel.app/api/top-langs/?username=seu_usuário&amp;amp;hide=html&amp;amp;layout=compact&amp;amp;theme=buefy" /&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;
        &amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;img width="495px" align="left" src="https://github-readme-stats.vercel.app/api?username=seu_usuário&amp;amp;theme=buefy"/&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;
    &amp;lt;/tr&amp;gt;   
&amp;lt;/table&amp;gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;  
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É possível alterar as cores de tema dos painéis, basta entrar no link do repositório que eu deixei ali em cima.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h3&gt;
  
  
  Texto de boas vindas
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Aqui é onde você oficialmente se apresenta! Vale contar das suas coisas preferidas, linguagens e tecnologias que trabalha, quais as skills que são mais desenvolvidas, falar dos bichinhos de estimação... Use a imaginação e faça uma descrição incrível! Ah, para colocar a imagem da mãozinha dando um tchau, você pode salvá-la &lt;a href="https://raw.githubusercontent.com/iampavangandhi/iampavangandhi/master/gifs/Hi.gif" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;, subir para o seu repositório e colocá-la desse jeito no seu código:  &lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;### Texto de boas vindas &amp;lt;img src="link_da_imagem" width="30px"&amp;gt;&amp;lt;/h2&amp;gt;
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Se precisar de uma ajudinha com o Markdown (linguagem de marcação que o Github utiliza nos seus repositórios), você pode consultar esses links:  &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;a href="https://github.com/leticiadasilva/notas-de-aula/blob/master/markdown/anota%C3%A7oes-markdown.md" rel="noopener noreferrer"&gt;Anotações de Markdown&lt;/a&gt;;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Curso &lt;a href="https://www.udemy.com/course/aprenda-markdown/" rel="noopener noreferrer"&gt;Aprenda Markdown&lt;/a&gt;.
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Os emoticons utilizados podem ser encontrados nessa &lt;a href="https://gist.github.com/rxaviers/7360908" rel="noopener noreferrer"&gt;lista&lt;/a&gt;.  &lt;/p&gt;




&lt;h3&gt;
  
  
  Redes sociais
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fmkw1uap9ibm59t4hzxy5.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fmkw1uap9ibm59t4hzxy5.png" alt="Alt Text" width="133" height="162"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para as imagens das redes sociais, eu entrei no &lt;a href="https://www.flaticon.com/" rel="noopener noreferrer"&gt;Flaticon&lt;/a&gt; e baixei os modelos que escolhi no formato &lt;code&gt;.png&lt;/code&gt;. Depois foi só subir elas no repositório e linkar com minhas redes, dessa forma:  &lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;&amp;lt;a href="https://www.linkedin.com/in/seu_usuário"&amp;gt;&amp;lt;img src="https://github.com/seu_usuário/seu_usuário/linkedin.png" width="16"&amp;gt;&amp;lt;/img&amp;gt;&amp;lt;/a&amp;gt; [LinkedIn](https://www.linkedin.com/in/seu_usuário)  
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Mude &lt;code&gt;seu_usuário&lt;/code&gt; para o seu nome de usuário das respectivas redes sociais :) &lt;/p&gt;




&lt;h3&gt;
  
  
  Número de visitantes do perfil
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Essa foi uma &lt;em&gt;feature&lt;/em&gt; que também peguei pronta, &lt;a href="https://github.com/antonkomarev/github-profile-views-counter" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Inclusive, um agradecimento ao &lt;a href="https://twitter.com/jnthmota" rel="noopener noreferrer"&gt;Jonathan Mota&lt;/a&gt; que mandou essa dica lá no meu Twitter!  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não esqueça de alterar &lt;code&gt;seu_usuário&lt;/code&gt; para o seu nome de usuário do Github.  &lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;![](https://komarev.com/ghpvc/?username=seu_usuário&amp;amp;color=blue&amp;amp;style=flat
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É possível alterar as cores de tema dos painéis, basta entrar no link do repositório que coloquei ali em cima.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;




&lt;h3&gt;
  
  
  Conclusão
&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;E depois de todos esses passos, você ✨ finalmente ✨ terá um perfil incrível! O meu ficou assim:  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fcp17rena2qour0w0xxoi.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2Fcp17rena2qour0w0xxoi.png" alt="Alt Text" width="672" height="931"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Caso queira visualizá-lo no Github, o repositório pode ser encontrado &lt;a href="https://github.com/leticiadasilva" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Espero que a jornada até aqui tenha sido divertida e que esse tutorial tenha tornado tudo um pouco mais fácil e claro :) Gostaria de agradecer a &lt;a href="https://twitter.com/vyckarina" rel="noopener noreferrer"&gt;Vyc&lt;/a&gt;, que foi quem me inspirou a montar meu Github Profile ❤️  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Qualquer dúvida, é só me mandar uma mensagem pelo &lt;a href="https://twitter.com/dii_lua" rel="noopener noreferrer"&gt;Twitter&lt;/a&gt; que eu tento ajudar 😊&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://i.giphy.com/media/TgrXouvj1MwKoREXap/giphy.gif" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://i.giphy.com/media/TgrXouvj1MwKoREXap/giphy.gif" width="480" height="480"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  

&lt;p&gt;Beijinhos, &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lê &amp;lt;3&lt;/p&gt;

</description>
      <category>github</category>
      <category>beginners</category>
      <category>design</category>
      <category>tutorial</category>
    </item>
    <item>
      <title>O que não te contaram sobre mim</title>
      <dc:creator>Letícia Silva</dc:creator>
      <pubDate>Thu, 04 Jun 2020 13:44:10 +0000</pubDate>
      <link>https://forem.com/dii_lua/o-que-nao-te-contaram-sobre-mim-1427</link>
      <guid>https://forem.com/dii_lua/o-que-nao-te-contaram-sobre-mim-1427</guid>
      <description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F1b38yremvk86yaw3j3dh.png" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fi%2F1b38yremvk86yaw3j3dh.png" alt="Alt Text" width="800" height="800"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;dii_lua&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Helena&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Letícia&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Afinal, quem sou eu?
&lt;/h2&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Tenho me feito algumas muitas perguntas para eu mesma, e a síndrome do impostor vem batendo forte. Até que uma questão começou o ecoar por aqui: quando e como foi que eu me tornei essa pessoa? Em que momento comecei a achar confortável conversar com as pessoas? E isso me trouxe muitas recordações. &lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Bom, esse não vai ser um texto sobre "onde eu nasci, como comecei na tecnologia e pipipi pópópó". Desculpa a decepção, mas já contei essa história algumas-milhares de vezes. Eu quero te contar algo... diferente. Talvez alguém até defina isso como r-e-v-o-l-u-c-i-o-n-á-r-i-o. De certa forma, até foi sabe. Mas não de imediato, e acho que nem para todo mundo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Nunca fui uma pessoa de falar muito - pausa dramática: &lt;strong&gt;"MAS COMO ASSIM??? VOCÊ É SUPER COMUNICATIVA"&lt;/strong&gt; - sim, mas não fui a vida toda desse jeito. Durante a minha infância, desde o jardim de infância até o final do fundamental eu era bem quieta. Na verdade, só falava quando os professores perguntavam algo ou meus amigos tinham dúvida. Sempre tive uma dificuldade absurda de me misturar, e isso tem alguns fatores:   &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Passei boa parte da infância internada em hospitais = sem poder ir para a escola, festas e passeios. Eram meses e datas importantes trocadas por gelatinas-de-todos-os-sabores e incansáveis fitas cassetes. Não sei quem sofria mais: eu, por estar doente, ou os funcionários do hospital por terem que aprender todas as músicas e coreografias da Xuxa;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Tenho uma alergia alimentar (que era bem grave) a três ingredientes "essenciais" do ser humano moderno: glúten, ovo e leite. Eu passei uns 12 anos da minha vida sem comer 1 grama disso, e tudo o que me restava eram frutas e a comida básica do brasileiro, arroz + feijão. O veganismo não era tão conhecido, e os produtos eram MUITO mais caros que hoje; &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Sempre gostei de estudar. Isso significava ficar horas, dias e até meses consumindo conteúdo sobre algo que eu queria aprender (isso não mudou muito). Ficava focada demais e esquecia todo o resto - tipo, a interação com os humanos hehe;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Apesar de tímida, participava de tudo o que tinha na escola (achava importante me envolver em coisas que gostava) como saraus, teatros e apresentações musicais e de dança. Mesmo quando não me envolvia, eu era convocada a participar;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Tenho um amor absurdo por livros. Juntando a quase-obsessão por aprender coisas novas + internet escassa/cara/lenta na infância (sim meu anjo, agradeça a existência da banda larga e do wifi) me sobravam as centenas de livros da biblioteca da escola e as enciclopédias do meu pai. Acredite, eu aprendi muito assim! E fiz muito trabalho da escola pesquisando em livros também;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Somando todos esses fatores, existe um crucial que me fez sofrer por anos e me tornar parte do que sou hoje. Eu sofria &lt;strong&gt;bullying&lt;/strong&gt;, mas antigamente não tinha esse nome - nem era levado "tão a sério" quanto é hoje. Precisei lidar com muita maldade dos meus colegas de classe, desde muito nova. Nunca entendi porque isso acontecia, mas bem, era mais frequente do que gostaria. E mais impactante também.   &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ps.: Não abordei todos os tópicos pra não dar um livro :D mas tentei&lt;br&gt;
colocar tudo o que foi usado de alguma forma como ataque ou visto como negativo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entrando mais a fundo nesse assunto, acho que nunca falei muito sobre isso com as pessoas: e os motivos são óbvios, eu não gosto de lembrar. Eu era excluída de praticamente todos os grupos simplesmente por ser eu. Você deve estar se perguntando "será que ela era uma daquelas crianças &lt;em&gt;feias&lt;/em&gt; quando pequenas?" e bom, fique com a hipótese. Independente disso, tive que ouvir comentários muito maldosos durante a vida, e pasmem, os escuto até hoje. &lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;(E se você ainda não entendeu o intuito desse texto, eu te conto: há algumas 
semanas sofri alguns ataques bem pesados nas redes. As pessoas sempre vão
tentar justificar isso, mas não tem motivos sabe, são pessoas sendo más mesmo. 

Acabei ficando bem mal e refletindo com duas amigas, cheguei a conclusão que: 
no fim, o que eu absorvo, depende mais de mim do que qualquer outra coisa.


Não posso e nem devo me preocupar com isso. Por esse motivo mesmo, resolvi ter 
coragem e mostrar que tudo isso o que vocês veem nem sempre foi dessa forma, 
e como dona *Brené Brown* fala: "Ter coragem é estar vulnerável".)  
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Acontece que eles se tornaram mais frequentes do que eu poderia imaginar. Já pensou em ter que ir cinco vezes por semana para a diretoria porque estão te agredindo verbalmente/fisicamente/psicologicamente? Pois é. Se naquela época tivesse um ranking de quem tinha mais nomes nas ocorrências, com certeza o meu seria o primeiro da lista. E olha que nem era por aprontar, viu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os meus pais não sabiam muito, e parte da culpa é minha. Eu não queria incomodá-los, até porque eu já dava trabalho o suficiente com as questões de saúde, e acaba ficando quieta sobre esses acontecimentos. Às vezes rolava algo pesado demais e eu voltava chorando pra casa, ou uma das minhas amigas contava pra minha mãe, e nesses dias ela descobria. Ela não fugia de uma briga, e eu preferia não fazer ela passar nervoso discutindo por causa disso.&lt;br&gt;
Acontece que foi ficando insuportável e insustentável. Eu comecei a ser perseguida na saída e no grupo de dança que fazia parte (algumas das meninas que eram responsáveis pelas perseguições estavam lá). Rolavam ameaças, piadas de mau gosto, xingamentos, e grupinhos acompanhando o meu percurso até onde eu estivesse indo.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Você consegue imaginar como é se sentir assim? Eu não entendia na época, e acho que soube esconder bem, mas eu só sabia chorar. E meus olhos se enchem de água agora, porque só consigo lembrar de como era horrível passar por isso. Eu não sentia a mínima vontade de ir pra escola, vivia escondida no banheiro na hora do intervalo para não encontrar com essas pessoas, e odiava qualquer tipo de evento/ocasião que precisasse estar na presença delas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Ah, e tem um fato interessante no meio de tudo isso: apesar de não ser 100% da composição do movimento, a maior parte do grupo (porque sim, não foram poucas pessoas) eram mulheres. Eu não estou falando isso para incitar ódio, mas para levantar um ponto - sempre me perguntam do motivo de eu apoiar outras mulheres. Eu quero ser pra elas o que não foram para mim, não só em tecnologia. Quero ser mais do que essa maldita rivalidade feminina que nos foi imposta. E não, eu tô longe de perfeita e não sou imune a sentimentos como ciúmes e inveja, mas tento com todas as minhas forças ser maior com eles.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Se eu não apoiar as minhas iguais, quem é que vai?&lt;/strong&gt;  &lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Ah, uma observação importante: durante todo esse tempo, eu tive algumas
amizades verdadeiras sim, que inclusive levo até hoje (mesmo que algumas
estejam mais afastadas) e conheci os amores da minha vida toda: os livros!
Sei que falei deles lá em cima, mas você não pode imaginar o quanto a
literatura pode salvar vidas. Era pelas histórias que lia que eu mantinha um
fio de esperança aqui, aceso. Nunca vou saber retribuir o que tantos autores e
bibliotecas fizeram por mim. Talvez seja daí que venha a minha vontade de ter o
meu próprio acervo - nunca estar sozinha, independente dequão difícil a
situação seja.
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;E no meio disso tudo, a minha maior esperança era trocar de escola para deixar esses fatos todos para trás. Foram oito anos (se considerar a pré-escola, até mais) estudando com as mesmas pessoas, vivendo a mesma situação infernal. Eu acreditava que quando fosse pro ensino médio, tudo iria melhorar, mas não foi bem assim...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acabei não passando para a escola que meu pai sonhava tanto que eu entrasse (se você é de SJC ou região, com certeza já ouviu falar do "Colégio da Embraer"), mas passei em todas as outras que prestei concurso, fosse pública ou privada. A situação financeira estava complicada por aqui, e meu pai preferiu não me colocar em nenhum colégio particular, mesmo eu tendo conseguido 100% de bolsa em alguns deles. Então, o que restou foi o ensino médio da escola estadual do meu bairro, e adivinha quem foi pra lá? Isso mesmo, aquela galerinha do fundamental.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foi aí que meu cérebro (ou o que restava dele no momento) entrou em parafuso: eu não podia ir para &lt;em&gt;aquela&lt;/em&gt; escola. Se o primário foi horrível, imagina o colegial?! Implorei pros meus pais não fazerem isso, mas não teve jeito. E lá fui cavar o que faltava da minha cova.  &lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;E que, se alguém pensa isso ou aquilo de mim sem ao menos me conhecer
(acredite, acontece com mais frequência do que parece), cabe a essa pessoa
mudar sua opinião.
Fato engraçado: essa escola era (ou ainda é, não sei dizer) uma das piores da
cidade. Não sabia se chorava por ter que ver rostos que eu temia novamente ou
por saber que teria uma educação horrível, ainda por cima num colégio estadual
(alô, preconceito).
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;E lá estava eu: primeiro dia de aula, sentando na primeira carteira como antes, reconhecendo alguns rostos da antiga escola. Eu não conhecia METADE daquela gente, a sala era mega falante, a escola gigante, super diferente do mundinho-cor-de-rosa que são as escolas da prefeitura (quando digo diferente, é porque em geral elas são mais descuidadas e as coisas funcionam de maneira &lt;em&gt;bem&lt;/em&gt; distinta) e com diversas pessoas que nunca nem tinha visto. Minha primeira reação foi &lt;strong&gt;PÂNICO&lt;/strong&gt;, e isso durou alguns dias. Mas depois eu pensei:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por que não fazer diferente e aproveitar as oportunidades?&lt;/strong&gt;  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E foi aí que virei a chave. Eu não sei te dizer muito bem como isso aconteceu, mas percebi que&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;( ) Eu poderia me adaptar a:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;uma galera que não conhecia;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;era bagunceira e falante;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;não sabia muito sobre mim;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;OU&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;( ) Continuaria sendo a mesma pessoa de antes e sofrendo bullying eternamente.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
 PS.: Se tivesse escolhido essa opção, hoje provavelmente não haveria Letícia muito menos Helenão para contar a história.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Obviamente escolhi a primeira opção, e percebi que tinha diversos tipos de preconceitos e vivia numa caixinha. Apesar de saber que existiam realidades bem diferentes da minha desde pequena, foi só no ensino médio que tive contato direto com isso. &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;tive contato com jovens vendendo drogas e usando isso como forma de trabalho;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;colegas comprando drogas e vendo isso como saída para problemas familiares;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;adolescente que era pai/mãe com a minha idade;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;gente que tinha que trabalhar para sobreviver e manter a casa;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;pai/mãe/responsável legal que estava 100% nem aí pro filho;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;gente que dormia na aula porque trabalhava demais e ficava cansada;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;aluno que não sabia fazer divisão ou multiplicação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;pessoas com dificuldade de ler e fazer redação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;estudantes que nem pensavam em fazer faculdade ou curso técnico, porque eles só poderiam fazer uma coisa depois do terceirão: trabalhar.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Poderia citar diversas outras histórias, e sei que provavelmente você deve estar pensando: "Em que mundo essa menina vivia?" e bom, eu sabia da existência de tudo isso sim, só não convivia com tudo isso. Todos os dias era uma história nova. O drama adolescente se torna muito mais real e chocante quando você pega o cenário de uma escola num bairro periférico e que atende uma região pobre da cidade. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foi nesse momento que eu comecei a me desconstruir. E ver que, apesar de eu enfrentar as &lt;em&gt;Meninas Malvadas&lt;/em&gt; versão &lt;em&gt;Sanja City&lt;/em&gt; no passado, tinha gente com problema bem pior que o meu. Que tinha pessoa ali passando fome em casa. E que todos aqueles diversos livros e conhecimentos adquiridos poderiam ser usados de alguma forma.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Eu aprendi que podia conversar dentro de sala de aula (risos). Percebi que pelo menos 90% da sala não entedia o que os professores falavam, e comecei a explicar os conceitos pra quem queria entender/precisava passar de ano. É óbvio que não foi bom em 100% do tempo, mas criei amizades sinceras. A galera lá não ficava te julgando pelo o que você tinha, sabe? Eles levavam em consideração quem você era.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Ah, e tinha umas malvadinhas e malvadinhos lá também. Mas é tão mais fácil de enfrentar essa galera quando você percebe que deve absolutamente nada pra ela. E que, independente do que fosse falado, tinha gente que te aceitava como você era - ou passou a ser. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acho que foi no meio disso tudo que a &lt;strong&gt;Letícia/dii_lua/Helena&lt;/strong&gt; que vocês conhecem, nasceu. Foi quando achei que tudo estava perdido, que encontrei a bendita esperança que tanto procurava. E não só isso: eu encontrei amizades, a vontade de ensinar, de falar com pessoas e tentar compreender seus problemas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Percebi que tudo o que tinha vivido era bem superficial perto do que boa parte daquela galera passou. E sabe, eles não estavam reclamando. Eles estavam ali, aguentando firme, pra conseguir um diploma de ensino médio. E tudo isso dentro de "uma das piores escolas da cidade".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dorival Monteiro me fez descobrir uma pessoa que eu nem sabia que existia. Desde dançar na frente de 400 alunos na Mostra Cultural até ir parar numa comunidade para gravar documentário de Sociologia sobre Rap (alô, profª Luciana!), fui descobrindo aos poucos que era capaz de fazer muito mais do que acreditava. E sabe, não precisava ser algo extremamente inteligente ou extraordinário - eu só precisava ser humana.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Converso com muita gente de lá ainda. E morro de saudade de alguns professores! Encontro alguns deles em manifestações e rolês as vezes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dos estudantes da minha época, acabei sendo umas das únicas que conseguiu aprovação em faculdades federais e particulares, mas fico feliz de ver uma parte deles continuando os estudos. Tem gente formada já! E tem quem tá se formando, quem tá sendo promovido no emprego...&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Como nem tudo é um conto de fadas, tiveram histórias tristes também. Mas isso infelizmente existe. né?! A gente tem é que continuar tentando mudar as estatísticas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bom, palavras finais (ufa, hein!): vim contar tudo isso para mostrar que eu nem sempre fui "assim". As pessoas têm o costume de pintar uma figura sua, e acreditam que você é assim desde que nasceu. Acontece que estamos expostos a diversas situações frequentemente, e sofremos mudanças a todo momento (se nos permitimos isso). Eu queria mostrar que não nasci falando num palco, sabendo escutar, sendo paciente e tendo empatia. Isso tudo foi construído ao longo do tempo, e foram anos. Então sempre tenha consciência disso quando se comparar aos outros: se olhe com mais carinho e entenda que todo mundo tem coisas a melhorar e que chegar no ponto de hoje foi uma evolução.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É claro que existem pessoas com mais facilidade para determinadas coisas, mas isso não faz com que elas sejam ou se sintam boas necessariamente. Lembre-se sempre disso.&lt;/p&gt;

</description>
      <category>braziliandevs</category>
    </item>
    <item>
      <title>Quarentou: E agora?</title>
      <dc:creator>Letícia Silva</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 12 Apr 2020 02:01:33 +0000</pubDate>
      <link>https://forem.com/dii_lua/quarentou-e-agora-2cpg</link>
      <guid>https://forem.com/dii_lua/quarentou-e-agora-2cpg</guid>
      <description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Sim, você provavelmente deve ter lido 42 artigos diferentes sobre o tema, todos falando de ferramentas, fazendo propaganda de cadeira e de como devemos ser positivos nesse momento  difícil. Me desculpem os entuasiastas, mas vim trazer fatos sobre a real situação das pessoas desenvolvedoras e do home office forçado.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Hoje é dia 11 de abril de 2020, véspera de páscoa. Eu estou há exatos 8 dias sem pôr os pés para fora de casa (quebrei a quarentena para ir a um velório) e preciso confessar que ando bem surtada. Não durmo direito há dias (isto é, quando consigo dormir), começo a ter crise de ansiedade quando vejo alguma notícia como "Bolsonaro irá exonerar Mandetta de seu mandato", e qualquer coisinha é motivo para entrar num looping de tristeza ou aflição. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Apesar de ter substituído as conversas presenciais por videoconferências, só de pensar que ficarei sem ver pessoas que amo por meses, sinto calafrios. Junto a isso, vejo quase todos os dias a notícia de alguma empresa que demitiu x funcionários, sendo grande parte deles da área de tecnologia. Eu tinha amigos (e também estava) desempregada antes da quarentena, e agora não sei até quando terei um emprego. Vejo colegas correndo contra o tempo, literalmente, para fazer inúmeros testes e conseguir emprego - porque, se antes não estava fácil, imagina agora né?!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como é possível ter calma, ser alguém produtivo e pensar positivo quando parece que o mundo está, literalmente, desabando sobre a sua cabeça? Eu também não sei. Mas, vamos lá: nós podemos tentar juntos.&lt;/p&gt;




&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt; Esse artigo está dividido em tópicos. Então se você quiser ir direto para algum, é só pesquisar por:    
    - Comunicação;
    - Planejamento;
    - Horários;
    - Tempo;
    - Estudos;
    - Organização;
    - Atividade Física;
    - Relacionamentos;
    - Saúde Mental;
    - Home Office.
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Comunicação - será que ela sempre foi falha dessa maneira?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Perdi a quantidade de &lt;em&gt;calls&lt;/em&gt; (conversas) que consegui ter num mesmo dia. Entre telefonemas, conversas por vídeo, emails e trocas de mensagens por WhatsApp, Telegram e Slack, ficou comprovado que boa parte das pessoas não consegue expressar/captar uma mensagem. Isso pode ter uma série de fatores, mas acho que o mais gritante é: por mais que nos comuniquemos utilizando palavras escritas (é dessa forma que a ideia desse texto está sendo passada, inclusive), não existe um cuidado em escrever de uma forma mais clara para quem vai receber o recado, e quem o recebe não costuma interpretar do melhor jeito também. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso comprova que precisamos melhorar muito nossa comunicação, e que saber separar nossa vida pessoal da profissional é de extrema importância - ainda mais quando você trabalha de casa e tem criança assistindo desenho, adolescente ouvindo música alta, ou alguém curtindo um jogo de futebol enquanto coloca a tv no máximo. &lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Minha dica é: leiam sobre Comunicação Não-violenta, do Marshall Rosenberg. Isso me ajudou a entender melhor minhas necessidades e as dos outros, e a criar conexões a partir disso.    
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Planejamento - chegou o momento de entender como funcionam os planners, agendas, bullet journals e outros milhares de métodos para organização!
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Sabe aquelas blogueiras que surgem no feed do Instagram com diversos cadernos de modelos diferentes, e que você nunca entende para que serve? Então, aquilo provavelmente se chama planner. Ele serve pra organizar, literalmente, todo o seu ano (como se fosse uma agenda, mas com alguns campos específicos). Sei que tem muita  gente que não vê serventia nem na agenda, mas eu posso te garantir que: nessa quarentena, ela pode ser sua melhor amiga. Vamos entender o porquê.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Um corpo inerte tende a permanecer inerte, a menos que  uma força seja aplicada a ele". Como já dizia Newton em uma de suas leis, se você está parado, a tendência de continuar parado é muito maior do que você começar a trabalhar ou exercer alguma atividade. Quer ver um exemplo? Quando você está deitado e com muita preguiça, a sua vontade de começar alguma atividade é quase nula. A menos que alguma coisa te motive (ou você seja obrigado de alguma forma), não irá sair desse estado e tende a permanecer nele, a menos que algo te &lt;strong&gt;faça&lt;/strong&gt; sair. E se você não sente vontade de sair da inércia mesmo com trabalho para fazer, precisa elaborar estratégias que te induzam a sair de um estado (parado) e ir para outro (movimento).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É aí que entra a agenda, planner, bullet journal ou seja lá o que você queira fazer como método de planejamento. Eles servem para você organizar o que precisa fazer durante o dia (como uma lista de tarefas) e, de certa forma, se incentivar também. Escrever o que precisa ser feito e deixar isso visível faz com que se crie uma lógica das atividades a serem cumpridas e cria um alerta no seu cérebro, de que existem coisas a serem cumpridas. Cada um funciona de uma forma, mas no fim todos possuem o mesmo objetivo (se você não quiser nenhum desses, pode usar o bloco de notas do computador ou celular, mesmo). O importante é deixar todas as atividades a vista, e no final do dia, marcar as que foram cumpridas.&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;O ser humano é movido a recompensas, isto é, ele faz uma determinada coisa interessado no que receberá em troca. Portanto, é importante anotar tudo o que deve ser feito e no fim, marcar o que você conseguiu cumprir. Isso cria um sensação de "dever cumprido" e faz com que, mesmo por uns instantes, você se sinta melhor de ter atingido um determinado objetivo.    
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Dentre todos os métodos (já usei os três da lista), me encontrei no bullet journal. Se você quiser entender melhor como funciona, pode acessar &lt;a href="https://comunidade.rockcontent.com/bullet-journal/" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="https://bulletjournal.com/" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Horários - como explicar pro chefe (ou pro seu cérebro) que você não está na empresa, mas continua tendo vida e compromissos?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Tudo bem que não poder sair de casa limita boa parte das nossa lista de coisas pra fazer, mas isso não significa que, por estar ou tentar ficar 100% do tempo cumprindo a quarentena, você fique resumido a trabalhar.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ter horários é muito importante - e acaba sendo uma das formas que encontramos de nos organizarmos para conseguir cumprir todas as tarefas num determinado período de tempo. Acontece que, há pessoas que não criam uma consciência em relação a isso, e acabam não definindo limites quando a pauta é trabalho, por exemplo.&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;- Estabeleça limites. Se deixar passar todas as vezes que alguém tentar fazer algo fora do expediente, isso vira hábito;

- Você está de quarentena, não de férias. Continue tentando manter seus horários, e não ache que por estar em casa pode ficar a toa num determinado dia, só porque não sente vontade de trabalhar nesse momento. A responsabilidade deve existir dos dois lados.
Isso também serve para evitar reuniões às 22:00 da noite e entregas aos finais de semana (criar consciência de que o trabalho continua sendo exercido tende a ajudar na imposição de limites);

- Mesmo trabalho, outro ambiente: não esqueça que, em casa, você provavelmente irá precisar fazer sua própria comida e preparar o café (ou o chá, chocolate, suco) que te mantém acordado ao longo do dia.
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Tempo - o que fazer com isso que parecemos ter de sobra, mas não sabemos utilizar da melhor forma?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O que eu mais tenho visto é: centenas de iniciativas liberando seus conteúdos gratuitos por um determinado período de dias vs. pessoas comentando que não sabem o que fazer para se distrair nesse momento. É aí que fica claro o quanto estamos presos a alguns modelos de atividades - e que precisamos, mais que depressa, nos desvencilharmos deles.&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Há diversas coisas que podem ser feitas agora, como: ler um livro, mudar os móveis do quarto de lugar, tocar aquele projeto que ficou parado por falta de tempo, desenhar, arriscar uns pratos na cozinha, aprender algo que você sempre quis mas nunca teve coragem (eu sempre quis tocar violão, por exemplo), pintar uma parte da casa, reformar aquelas madeiras paradas no quintal ou até aprender um idioma novo. Aqui, a imaginação não tem limite (e a quantidade de conteúdo disponibilizada gratuitamente, também não).
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;O site &lt;a href="https://quarentena.tech/" rel="noopener noreferrer"&gt;Quarentena  Tech&lt;/a&gt; reúne uma série de conteúdos que estão sendo feitos especialmente para esse momento. No meu canal do Telegram, o &lt;a href="https://t.me/dadosdejulieta" rel="noopener noreferrer"&gt;Dados de Julieta&lt;/a&gt;, faço um compilado dos materiais que encontro disponíveis gratuitamente na internet (aqueles cursos que sempre posto no Twitter e uma galera curte, por exemplo). Você pode não querer (e nem precisa!) reinventar a roda, mas pode aproveitar esse tempo para investir naquilo ninguém consegue tirar de ti - o seu conhecimento!&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Estudos - Como faz pra organizar as dezenas de asssuntos que queremos aprender?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;De nada adianta você ter um milhão de coisas pra fazer, se não consegue colocar nenhuma delas em prática. Para isso, é necessário muito organização e disciplina para que não fiquemos perdidos e com vontade de fazer 30 coisas diferentes ao mesmo tempo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Falando por mim, que vivo querendo aprender coisas novas  o tempo todo, deixar coisas inacabadas pode ser um problema e causar desmotivação, além de bloqueios e traumas. Minha dica para você decidir por onde deve começar leva alguns fatores em consideração:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;o tempo que você possui disponível;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;sua motivação em aprender cada coisa;  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;o que você precisa aprimorar mais;  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;isso será utilizado agora na sua vida? Qual o nível de importância de aprender sobre um determinado assunto nesse momento?  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;E eu comecei a levar esses fatores em consideração depois que percebi que não tinha tanto tempo disponível assim. E que, por mais que eu tenha fome de aprendizado, preciso priorizar algumas coisas por questões pessoais, profissionais e/ou acadêmicas. &lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Muitas vezes ficamos empolgados em aprender demais sobre tópicos distintos, mas entender do que você realmente gosta e precisa saber para alcançar um determinado objetivo é importante - e manter o foco também.
De nada adianta inventar de abraçar o mundo e não ter braços o suficiente para agarrá-lo.
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Organização - pra não deixar de cumprir o planejamento, fazer pequenas pausas no trabalho, tentar ser uma pessoa mais produtiva...
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Você consegue produzir quando tudo está desorganizado? Repare, não estou falando de bagunça - é desorganização mesmo. O meu quarto, por exemplo, vivia bagunçado por eu sair demais e raramenre parar em casa. Isso não significa que ele não siga uma "ordem". Desorganizado seria se eu passasse horas tentando arrumá-lo, e não conseguisse devolver as coisas para o lugar.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso serve para o trabalho também. Se você não sabe o que precisa ser feito, não tem uma ordem de prioridade das atividades, perde o controle de quantas horas trabalhou por dia ou não sabe qual projeto tocar primeiro, acaba perdendo o foco rapidinho e tudo desanda.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Algumas ferramentas têm me ajudado muito, e vou contar um pouquinho delas aqui:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://francescocirillo.com/pages/pomodoro-technique" rel="noopener noreferrer"&gt;Pomodoro&lt;/a&gt;: é uma técnica que foi desenvolvida por Francesco Cirillo, na década de 80, e atualmente é super difundida entre os desenvolvedores. Consiste em uma maneira de administrar e otimizar o tempo, e propõe que durante um período de 25 minutos você fique focado numa atividade, faça uma pausa de 5 minutos, e a cada 4 blocos de 25 minutos, haja uma pausa de 30 minutos.&lt;br&gt;
O objetivo é desenvolver o foco e aumentar a produtividade, evitando perder a atenção no que está sendo feito.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
PS.: há diversas versões desse software gratuitas, tanto para computador quanto dispositivos móveis. É só escolher a que mais te agrada ;)&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://trello.com" rel="noopener noreferrer"&gt;Trello&lt;/a&gt;: queridinha, essa ferramenta de gerenciamento de projetos se tornou super conhecida pela facilidade de aplicar a metodologia &lt;em&gt;kanban&lt;/em&gt; e visualizar o que precisa ser feito.&lt;br&gt;
A parte legal é que você pode criar times, projetos e convidar quem quiser para fazer parte.&lt;/p&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Kanban é uma metodologia que foi desenvolvida pela Toyota na década de 60, e tinha o objetivo de utilizar cartões de sinalização para controlar os fluxos de produção, o estoque de materiais e assim provocar um equilíbrio entre ambas as partes.    
O Kanban que conhecemos hoje foi inspirado no método da Toyota e desenvolvido em 2006, dentro da Corbis. Ele serve para gerenciar, melhorar e definir serviços que fornecem trabalho de conhecimento.    
Consiste em utilizar um mural que é dividido em três partes, e colar cards (normalmente utilizam post-its) das atividades, que vão mudando de categoria conforme vão sendo feitas/finalizadas:    

- TO DO;
- DOING;
- DONE.

(traduzindo)

- A FAZER;
- FAZENDO;
- FINALIZADO.   
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://taiga.io" rel="noopener noreferrer"&gt;Taiga&lt;/a&gt;: plataforma de gerenciamento de projetos de código aberto, que segue princípios do &lt;em&gt;Scrum&lt;/em&gt; e Kanban. O Taiga é bem mais completo que o Trello, o que demanda um pouco mais de complexidade e tempo para entendê-lo, mas ainda assim é ideal para times ágeis. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se você é amante da metodologia ágil (ou não faz ideia do que seja isso), te recomendo ler o &lt;a href="https://agilemanifesto.org/iso/ptbr/manifesto.html" rel="noopener noreferrer"&gt;Manifesto Ágil&lt;/a&gt;.   &lt;/p&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Agile é uma maneira de pensar, como uma filosofia. Se baseia em alguns pilares:     

- Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas;

- Software em funcionamento mais que documentação abrangente;

- Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos;

- Responder a mudanças mais que seguir um plano.  
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Atividade Física - a academia pode estar fechada, mas o seu corpo tá bem aí, vivo, e precisando se movimentar.
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Contar pra vocês: eu nunca senti tanta dor na coluna como nessas  últimas semanas. Seja por estresse, passar muito tempo sentada ou não estar praticando atividade física regularmente, é muito fácil notar que nossa saúde (física e mental) tende a piorar com a enxurrada de coisas ruins que andam sendo noticiadas. Por isso devemos cuidar do nosso corpo também, e não só da mente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acredito que práticas como yoga e meditação se tornarão muito mais comuns durante e depois da quarentena, e tem uma explicação muito clara para isso: a &lt;strong&gt;yoga&lt;/strong&gt;, uma ciência espiritual antiga, tem por objetivo unir corpo, mente e alma, buscando o equilíbrio de ambos. Nesse &lt;a href="https://www.youtube.com/watch?time_continue=83&amp;amp;v=FJIzBY6dSaY&amp;amp;feature=emb_title" rel="noopener noreferrer"&gt;vídeo&lt;/a&gt; contém mais explicações.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já a &lt;strong&gt;meditação&lt;/strong&gt; é uma prática onde se utiliza de técnicas para focar a mente, buscando alcançar um estado de clareza mental e emocional. Você pode entender melhor como ela funciona &lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=Bw2CjBNZG1U" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Inclusive, pra quem quer começar a praticar uma das técnicas, eu super indico o canal da Pri Leite. Conheci ele através de uma indicação da &lt;a href="https://twitter.com/tardisdemais" rel="noopener noreferrer"&gt;Thais&lt;/a&gt; sobre exercícios para a coluna (rá!), e lá tem diversos vídeos sobre &lt;a href="https://www.youtube.com/channel/UCehH0gfC-ivKz_htoMHxHtA/search?query=yoga" rel="noopener noreferrer"&gt;yoga&lt;/a&gt; e &lt;a href="https://www.youtube.com/channel/UCehH0gfC-ivKz_htoMHxHtA/search?query=medita%C3%A7%C3%A3o" rel="noopener noreferrer"&gt;meditação&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Há studios de dança e academias oferecendo aulas online para quem quer continuar se movimentando em casa. O Maravilhosas Corpo de Baile e o Studio Metrópole, por exemplo, tem aulas diárias, pacotes semanais e mensais.      
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Contatos:&lt;br&gt;&lt;br&gt;
    - &lt;a href="https://www.studiometropole.com.br/" rel="noopener noreferrer"&gt;Studio Metrópole&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;
    - &lt;a href="https://www.maravilhosascdb.com.br/" rel="noopener noreferrer"&gt;Maravilhosas Corpo de Baile&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;(Dicas da linda da &lt;a href="https://twitter.com/belaizacristina" rel="noopener noreferrer"&gt;Iza&lt;/a&gt; - obrigada, amiga! &amp;lt;3)&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Relacionamentos - assim como a comunicação, se relacionar com as pessoas é algo essencial para o ser humano (e nem sempre damos atenção a isso).
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A live da Marília Mendonça fez muito sucesso e não foi por acaso. A quantidade de pessoas que estão sofrendo pela falta de contato humano (seja ele de âmbito amoroso ou não) é assustadora, e por isso mesmo é importante estreitarmos mais ainda nossos laços com as pessoas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Seja ligando, mandando uma mensagem de texto, fazendo uma videochamada com os amigos ou combinando de assistir um filme a distância com alguém especial, não importa: é possível dar um jeitinho de ficar perto de quem se ama.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E se mesmo assim você anda se sentindo só, deixa eu te contar uma coisa - tá tudo bem. Eu também me sinto assim às vezes, e parece que nessa quarentena isso acabou sendo intensificado. Para ajudar, a galera dev criou um Slack do &lt;a href="https://twitter.com/webmasters_devs" rel="noopener noreferrer"&gt;Webmasters&lt;/a&gt;, onde várias pessoas desenvolvedoras de diversas áreas diferentes da tecnologia se juntaram para, simplesmente, conversar! Tem canal de #fotos-de-comidas, #freelas, #duvidas sobre diversas linguagens e até um de #flertes. Ah, normalmente rola uma call pra conversar enquanto todo mundo trabalha ou só está a toa mesmo. Para fazer parte, é só entrar &lt;a href="https://join.slack.com/t/webmasters-devs/shared_invite/zt-dhmalyp1-AujH8qYPDCwY1GzgcaNBjQ" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Saúde mental - se a sua não está legal, de nada adianta você ter um emprego, relacionamento, amigos e família do seu lado.
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Acho essa parte extremamente importante, por motivos de: depressão, ansiedade e burnout são romantizados com frequência, mesmo não sendo brincadeira. Só quem passa/já teve sabe como funciona, e entende o quão complicado é lidar com isso em momentos de angústia. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nem todo mundo vem falando sobre, mas outra epidemia que pode eclodir nos próximos meses e devemos evitá-la. Ela possui caráter psíquico, e diversos fatores podem fazer com que ela seja desencadeada, ainda mais no momento que estamos vivendo: cheio de incertezas, instabilidade financeira, exaustão e crises existenciais.&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;Diversos locais têm disponibilizado atendimento psicológico gratuito e isso é super bacana para quem não possui condições financeiras de pagar pelas consultas. No link abaixo há um compilado de iniciativas para ajudar nesse momento difícil.     
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Para saber sobre as iniciativas gratuitas, clique &lt;a href="https://razoesparaacreditar.com/servicos-gratuitos-coronavirus/#saude" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É importante que tenhamos consciência e preparemos nossas mentes para o que está por vir. A forma como agimos em relação ao que está acontecendo diz muito sobre o nosso estado atual - e também sobre as pessoas que estão ao nosso redor. Cada atitude sua pode melhorar ou piorar esse cenário.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Espalhar fake news por aí, sair de casa sem realmente precisar, não tomar o mínimo de cuidado ao ter contato com outras pessoas, visitar quem é do grupo de risco, e compartilhar a todo momento notícias sobre o COVID-19 só deixa o clima mais pesado e ajuda em nada quem está tentando sobreviver psicologicamente a essa enxurrada de situações. É óbvio que grande parte da sociedade se preocupa e se afeta, mas há pessoas que tem isso potencializado, e deve tomar um cuidado extra com elas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Estamos sim todos expostos, o que não desmerece o fato de você poder minimizar a quantidade de coisas negativas que compartilha e evitar que outras pessoas sejam afetadas por isso.&lt;/p&gt;




&lt;h2&gt;
  
  
  Home office - como faz pra transformar quarto/cozinha/sala em um ambiente de trabalho?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O que eu mais vi na primeira semana de quarentena foi dev postando foto do ambiente de trabalho "improvisado". Pra quem já trabalhava remoto e tinha esse espaço montado foi mais tranquilo, mas para uma boa parte da galera não é. E mesmo que para algumas pessoas seja só comprar um segundo monitor, uma cadeira, mouse e teclado gamer, junto de um fone de qualidade, é preciso ter dinheiro para fazer tudo isso. E bom, grana tem sido um tópico de extrema importância nesse momento. Nós estamos em crise e, ao que tudo indica, iremos passar por uma recessão, então pensar bem antes de adquirir um produto é importante.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os dois itens mais importantes para mim num home office, além do computador, são cadeira e mesa. E eu explico o motivo: se você trabalha da sua cama, por exemplo, faz com que o seu cérebro entenda que aquele ambiente de descanso está sendo usado para fazer atividades do serviço, e como ele está acostumado a adquirir a primeira atividade citada para esse objeto (descansar, no caso) é muito fácil que você parta de um estado de produção para inércia muito rapidamente. Fora que, a sua postura vai embora e a dor na coluna vem com força. Pensando nisso, trabalhar da mesa da cozinha ou montar uma mesa improvisada com cavaletes e madeira pode ser uma boa ideia. Já a cadeira é um dos itens que considero mais importantes de ser comprado: ela vai suportar a estrutura do seu corpo por, no mínimo, 8 horas/dia. Sei que há pessoas que não possuem condições de adquirir uma e está tudo bem, mas se você puder, invista. Se for de boa qualidade ela pode durar entre três e cinco anos, aproximadamente. De quebra, ainda evita lesões e sessões de fisioterapia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acho que o maior problema de trabalhar de casa é a consciência. Tanto a sua, quanto a de quem mora com você. Eu trabalho remoto há alguns meses, e até hoje minha família não entende muito bem isso, mas já melhorou um pouco. Antes haviam participações deles em todas as calls, interrupções ao longo do dia e atribuições de tarefas a mim, como se eu estivesse a toa em casa. É claro que isso acontece ainda, mas já evoluiu muito. E para evoluir, não tem receita: é conversar e agir. Se queremos mudar algo, isso precisa partir de nós, certo? Foi assim que consegui mudar um pouco da situação aqui.&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;Primeiramente, se você chegou até aqui, eu gostaria de te agradecer. Não foi fácil escrever boa parte disso (inclusive porque alguns pontos tem me afetado muito, como o sono e ser atingida pelas notícias), e foi um desafio pra mim colocar diversas coisas que têm passado pela minha cabeça nesses últimos dias.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Espero de coração que isso te ajude. Eu poderia ser extremamente motivadora, dizer que vai ficar tudo bem e logo logo isso vai passar, mas nem eu ou você conseguimos ter essa certeza. O que eu posso te falar é: estamos todos nessa, juntos. Se tem algo que essa epidemia veio mostrar é que no fim não há distinção de cor, raça, sexo ou classe, e que todos estamos sujeitos a passar pela mesma situação. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Então, sintam-se abraçados (é só pra sentir mesmo viu, abraço só depois do fim da quarentena), renovem as suas forças, e independente do que vocês acreditem, tenham fé. Seja em Deus, na ciência, no cosmos, não importa: apenas acendam sua chama de esperança e não deixem que ela cesse, por mais difícil que isso seja.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E se você gostou, não curtiu, tem sugestões de melhoras ou gostaria de acrescentar algo, bora conversar! Estou sempre aberta a ouvir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Saudações ✋, &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://twitter.com/dii_lua" rel="noopener noreferrer"&gt;Lê&lt;/a&gt; &amp;lt;3&lt;/p&gt;

</description>
      <category>homeoffice</category>
      <category>agile</category>
      <category>communication</category>
      <category>relationship</category>
    </item>
    <item>
      <title>#100DaysOfCode</title>
      <dc:creator>Letícia Silva</dc:creator>
      <pubDate>Sun, 15 Mar 2020 05:05:51 +0000</pubDate>
      <link>https://forem.com/dii_lua/100daysofcode-4og2</link>
      <guid>https://forem.com/dii_lua/100daysofcode-4og2</guid>
      <description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Se você chegou aqui, não importa o que os outros dizem - você é o bastante. Seu código também.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;"You are more than your code"&lt;/em&gt; (na tradução &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Você é mais que o seu código"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;). É o que está escrito num dos 30 cards que ganhei de alguém especial que esteve na PyCon US do ano passado. Quero começar esse texto com essa frase, pois:  &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;1:&lt;/strong&gt; pessoas costumam não se achar profissionais o bastante por conta de seus códigos de programação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;strong&gt;2:&lt;/strong&gt; há uma síndrome do impostor que paira sobre todos nós em algum (ou vários, como no meu caso) momentos da vida.
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;E foram por esses motivos que eu resolvi começar o &lt;strong&gt;#100DaysOfCode&lt;/strong&gt;: por não me achar boa o bastante.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O desafio surgiu através de &lt;a href="https://twitter.com/ka11away" rel="noopener noreferrer"&gt;Alexander Kallaway&lt;/a&gt;, um desenvolvedor de software russo. Na época, era um estudante apaixonado por idiomas, e buscava uma maneira de maneira de se mudar para o Canadá, afim de cursar administração. Acabou conseguindo.   &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ele começava a sua carreira em marketing digital, e a convivência com desenvolvedores de software o fez perceber que ele não possuía uma habilidade empreendedora básica - saber programar. Alex não tinha tempo nem dinheiro para fazer um curso sobre o tema, mas queria aprender a programar a qualquer custo.   &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ele criou um grupo de estudos com alunos da plataforma &lt;a href="https://www.freecodecamp.org/" rel="noopener noreferrer"&gt;FreeCodeCamp&lt;/a&gt;, o movimento foi se expandindo, e o administrador conseguiu uma vaga na área de desenvolvimento. Mas ainda não era o bastante. Alex queria continuar aumentando seus conhecimentos e se dedicando cada vez mais - foi aí que surgiu o &lt;strong&gt;#100DaysOfCode&lt;/strong&gt;.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Numa conversa com sua esposa, enquanto contava sua frustração pessoal e o desejo de continuar aprendendo conceitos de programação após o trabalho, ele disse que pensou em treinar todos os dias, por pelo menos uma hora, durante três meses. Ela o apoiou e disse: Mas por que parar em três meses se você pode fazer 100 dias? E foi assim que desafio nasceu.   &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;#100DaysOfCode&lt;/strong&gt; seria um compromisso assumido por Alex, por mais que ele preferisse assistir TV ao invés de produzir código. Por conta disso, definiu algumas regras:&lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;#1: você se compromete a codificar por no mínimo 1 hora todos os dias pelos próximos 100 dias.   
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Alex tinha obsessão por mudança de hábitos e produtividade, e procurou conteúdos sobre isso. Ele recomenda ler:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.amazon.com/War-Art-Winning-Creative-Battle/dp/1590710037" rel="noopener noreferrer"&gt;The War of Art: Winning the Inner Creative Battle&lt;/a&gt;;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.amazon.com/gp/product/B007EJSMC8/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;amp;camp=1789&amp;amp;creative=9325&amp;amp;creativeASIN=B007EJSMC8&amp;amp;linkCode=as2&amp;amp;tag=out0b4b-20&amp;amp;linkId=b0333d9cb4da4f50f1fe7825fcadc803" rel="noopener noreferrer"&gt;The Power of Habit: Why We Do What We Do in Life and Business&lt;/a&gt;;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.amazon.com/gp/product/B00K5JUNSU/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;amp;camp=1789&amp;amp;creative=9325&amp;amp;creativeASIN=B00K5JUNSU&amp;amp;linkCode=as2&amp;amp;tag=out0b4b-20&amp;amp;linkId=03640190aae8d90e97e04fffa7d39c04" rel="noopener noreferrer"&gt;The Obstacle Is the Way: The Timeless Art of Turning Trials into Triumph&lt;/a&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;#2: você se compromete a incentivar pelo menos outras 2 pessoas que enfrentam o desafio todos os dias, usando o Twitter.  
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Isso era uma forma de motivar outras pessoas, ter responsabilidade e natureza social. Quanto mais gente se envolvesse, maior seria a probabilidade de alcançarem o 100º dia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.100daysofcode.com/" rel="noopener noreferrer"&gt;Esse&lt;/a&gt; é o site oficial do desafio, vale a pena dar uma olhada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Há também algumas outras recomendações e detalhes dessa história - você pode conferir &lt;a href="https://www.freecodecamp.org/news/the-crazy-history-of-the-100daysofcode-challenge-and-why-you-should-try-it-for-2018-6c89a76e298d/" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se acontecerem eventos inesperados e você não conseguir programar, tudo bem: leve um livro de programação ou algo que te faça cumprir o desafio. Você faz as regras.  Lembre-se que: "o objetivo é ser consistente, não importa o que aconteça".  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E agora você deve estar se perguntando: onde é que nós (eu, você e a síndrome do impostor) se encaixam nessa história toda? Eu explico.   &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Há alguns dias tive uma reviravolta dessas que a vida dá sem que a gente perceba que vai acontecer. Ela só acontece, e quando a gente percebe já estamos ali, jogados ao acaso. Isso, aliado a diversos fatores e acontecimentos da minha vida pessoal fizeram com que o sentimento do "eu não sou boa o bastante" chegasse por aqui com força.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Junto, perguntas e questionamentos do tipo: "Cadê os códigos dos seus trabalhos no Github?", questão que envolve um cenário bem complexo de acordos de sigilo e segurança com os locais que já prestei serviços. E sempre batia aquela insegurança de colocar projetos "bobos" demais.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu resolvi ignorar tudo, e provar que:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Sim, eu sou uma boa engenheira de software;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Entendo sobre boas práticas de programação;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Não programo somente em Python (linguagem pela qual sou mais conhecida).&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;E com isso, resolvi inspirar mais pessoas, principalmente mulheres, a ignorarem todos esses estereótipos e provarem para si mesmas que sim, elas podem!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É engraçado que eu precise dizer isso para mim mesma todos os dias, mas faz parte. E agora eu quero que cada pessoa que me acompanha e passa pelo mesmo, diga: &lt;strong&gt;eu sou o bastante&lt;/strong&gt;. E veja, através desse desafio (mas não só disso, claro), que ela pode e consegue fazer o que quiser.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu vou estudar conteúdos diversos, e vou compartilhar toda minha trilha de estudos &lt;a href="https://github.com/leticiadasilva/100daysofcode" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Quem quiser acompanhar meu desempenho diário, pode entrar no meu &lt;a href="//twitter.com/dii_lua"&gt;Twitter&lt;/a&gt; e pesquisar pela &lt;em&gt;hastag&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;100DaysOfCode&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se você tiver uma dúvida, quiser abrir o coração, ou contar pra alguém que venceu a síndrome do impostor hoje, pode me mandar uma mensagem, viu?!   &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um beijo, e bom &lt;strong&gt;100DaysOfCode&lt;/strong&gt; pra gente &amp;lt;3&lt;/p&gt;

</description>
      <category>beginners</category>
      <category>100daysofcode</category>
      <category>challenge</category>
      <category>productivity</category>
    </item>
    <item>
      <title>Afinal, por que Python?</title>
      <dc:creator>Letícia Silva</dc:creator>
      <pubDate>Fri, 13 Mar 2020 02:07:25 +0000</pubDate>
      <link>https://forem.com/dii_lua/afinal-por-que-python-3p3m</link>
      <guid>https://forem.com/dii_lua/afinal-por-que-python-3p3m</guid>
      <description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;De todas as perguntas e dúvidas que recebo, acredito que essa seja universal. Vou tentar respondê-la.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;    Bonito é melhor que feio.
    Explícito é melhor que implícito.
    Simples é melhor que complexo.
    Complexo é melhor que complicado.
    Linear é melhor do que aninhado.
    Esparso é melhor que denso.
    Legibilidade conta.
    Casos especiais não são especiais o bastante para quebrar as regras.
    Ainda que praticidade vença a pureza.
    Erros nunca devem passar silenciosamente.
    A menos que sejam explicitamente silenciados.
    Diante da ambiguidade, recuse a tentação de adivinhar.
    Deveria haver um — e preferencialmente só um — modo óbvio para fazer algo.
    Embora esse modo possa não ser óbvio a princípio a menos que você seja holandês.
    Agora é melhor que nunca.
    Embora nunca freqüentemente seja melhor que já.
    Se a implementação é difícil de explicar, é uma má idéia.
    Se a implementação é fácil de explicar, pode ser uma boa idéia.
    Namespaces são uma grande ideia — vamos ter mais dessas!

    - Zen of Python | Tim Peters.
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;h4&gt;
  
  
  Para ler o poema acima, basta instalar o Python no seu computador (tutorial disponível &lt;a href="https://www.python.org/downloads/" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;) e chamar o comando:
&lt;/h4&gt;
&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;    import this
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Ocupando a 3ª posição de linguagem mais utilizada no mundo (fonte: &lt;a href="https://www.tiobe.com/tiobe-index/" rel="noopener noreferrer"&gt;TIOBE&lt;/a&gt;), Python vem tendo uma procura cada vez mais constante, tanto de pessoas desenvolvedoras quanto de empresas. Sua alta performance com grandes volumes de dados fez a tecnologia crescer expoencialmente, e a tendência é que suas aplicações aumentem cada vez mais.  &lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Mas como a linguagem surgiu?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Um holandês, chamado Guido Van Rossum, criou a linguagem no natal de &lt;strong&gt;1989&lt;/strong&gt;. Ela é baseada em C, e seu nome é uma referência ao seriado humorístico &lt;a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Monty_Python%27s_Flying_Circus" rel="noopener noreferrer"&gt;Monty Python&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Seus objetivos são:  &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;ser intuitiva e de fácil aprendizado, ainda assim sendo tão boa quanto as linguagens consideradas "poderosas";
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;ter um sintaxe tão inteligível quanto o inglês;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;ser open source (de código aberto), permitindo assim que outras pessoas consigam contribuir com ideias e funcionalidades;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;ser perfeita para solucionar problemas diários, proporcionando um desenvolvimento mais rápido e uma curva de aprendizado mais baixa.
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Por que devo aprendê-la?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Se os tópicos acima não forem suficientes para te convencer a aprender a linguagem, eu te dou uma ajudinha.  Como disse, a curva de aprendizado da linguagem é baixa, o que significa que o aprendizado da linguagem é rápido e a tendência é que você produza códigos cada vez mais intuitivos - e rápidos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Há alguns anos, o &lt;strong&gt;MIT&lt;/strong&gt; (Instituto de Tecnologia de Massachusets) resolveu utilizar Python para introduzir a lógica de programação para seus alunos. A  estratégia foi feita porque muitos alunos reprovavam na disciplina. Na Suíça, a universidade &lt;strong&gt;Fachhochschule de Zurique&lt;/strong&gt; trabalha com a linguagem nos cursos de pós graduação.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já aqui no Brasil, temos essas instituições ensinando as disciplinas de lógica de programação / programação com Python (até onde consegui listar):  &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FATEC&lt;/strong&gt; (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) - algumas unidades;  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IMPACTA&lt;/strong&gt; (faculdade particular de São Paulo);   &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;USP&lt;/strong&gt; (Universidade de São Paulo);  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IFRO&lt;/strong&gt; (Instituto Federal de Rondônia);  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PUC-Rio&lt;/strong&gt; (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro);  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UFC&lt;/strong&gt; (Universidade Federal do Ceará);  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UFSCar&lt;/strong&gt; (Universidade Federal de São Carlos, São Paulo);  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mackenzie&lt;/strong&gt; (faculdade particular de São Paulo);  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Insituto Infnet&lt;/strong&gt; (faculdade particular do Rio de Janeiro);  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UEFS&lt;/strong&gt; (Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UNICSAL&lt;/strong&gt; (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UEA&lt;/strong&gt; (Universidade do Estado do Amazonas);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IFPB&lt;/strong&gt; (Instituto Federal da Paraíba);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UERJ&lt;/strong&gt; (Universidade Estadual do Rio de Janeiro);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UFSC&lt;/strong&gt; (Universidade Federal de Santa Catarina);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Instituto Superior Tupy&lt;/strong&gt; (Faculdade privada de Joinville, Santa Catarina);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UEPB&lt;/strong&gt; (Universidade Estadual da Paraíba);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IFPI - Campus Picos&lt;/strong&gt; (Instituto Federal do Piauí);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UNIFEI&lt;/strong&gt; (Universidade Federal de Itajubá - Minas Gerais);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Universidade Estácio de Sá&lt;/strong&gt; (filial do Rio de Janeiro);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UFV&lt;/strong&gt; (Universidade Federal de Viçosa - Minas Gerais);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UNB&lt;/strong&gt; (Universidade Federal de Brasília - Distrito Federal);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UFMG&lt;/strong&gt; (Universidade Federal de Minas Gerais);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IFF&lt;/strong&gt; (Instituto Federal Fluminense - RJ);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IFRN&lt;/strong&gt; (Instituto Federal do Rio Grande do Norte);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UFCG&lt;/strong&gt; (Universidade Federal de Campina Grande - Paraíba);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UFMS&lt;/strong&gt; (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IFSP São Carlos&lt;/strong&gt; (Insituto Federal de São Carlos, São Paulo);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UFPR Litoral&lt;/strong&gt; (Universidade Federal do Paraná);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UCL&lt;/strong&gt; (Universidade do Centro Leste - Espírito Santo);&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IFRN - Campus Ceará-Mirim&lt;/strong&gt; (Instituto Federal do Rio Grande do Norte).&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;
  
  
  &lt;strong&gt;Agradecimento aos &lt;a href="https://twitter.com/dii_lua/status/1238225579239002117" rel="noopener noreferrer"&gt;seguimores&lt;/a&gt; que contribuíram pra essa lista de instituições - amo vocês!&lt;/strong&gt;
&lt;/h5&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  E para o quê ela serve?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Bem, eis uma pergunta ampla. Quando falamos de Python, o assunto vai de desde aplicações desenvolvidas para a web até algoritmos de aprendizado de máquina. Lembra da primeira foto do buraco negro que ficou famosa em 2019? Pois então, diversas bibliotecas de Python foram utilizadas para atingir tal feito. Empresas como Youtube, Google, Pinterest, Instagram, Spotify, Reddit, Dropbox e Quora também a utilizam em suas aplicações.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Abaixo, segue de exemplo uma lista de tecnologias desenvolvidas em Python e suas respectivas áreas de atuação:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desenvolvimento web&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Django;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Flask;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Tornado;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Web2Py;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;CherryPy;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Bottle;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;TurboGears.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Segurança da informação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;URLLib;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Requests;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Socket;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;HTTPLib;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;PyAesCrypt.
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ciência de Dados&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Scikit learn;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;NumPy;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;SciPy;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Numba;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;TensorFlow;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;PyTorch;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Keras;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;NLTK;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;SpaCy;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Gensim;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Scrapy;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Beautiful Soup;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Requests;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;PyOD;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;QGrid;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;LightGBM;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Vaex;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;XGBoost;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;CatBoost;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Matplotlib;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Pandas;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Plotly;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;LIME;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Featuretools;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;StatsModels;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Seaborn;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Bokeh;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Pydot.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bioinformática&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;DB-API;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Pillow;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;NumPy;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;HTMLgen;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;PyGTK;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;WxPython.
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estatística&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;RPy;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Scipy;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;PyChem.
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Processamento de Imagens&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Pillow;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;OpenCV;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Scikit-image;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;SciPy;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;NumPy.
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;


&lt;/li&gt;

&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Por que ficou tão conhecida?
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Diferente de outras linguagens famosas que são proprietárias de grandes empresas, Python sempre teve o seu código aberto e disponível para quem quisesse contribuir. Isso ajuda no fato de pessoas adeptas do movimento &lt;em&gt;open source&lt;/em&gt; se sentirem atraídas para o universo dessa tecnologia, mas não para por aí.  &lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;É uma linguagem simples, que não requer o uso de caracteres especiais em demasia, e que facilita muito o seu uso;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Também é multiparadigma, o que proporciona uma maior flexibilidade no jeito de se escrever o código;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Possui uma  extensa biblioteca interna, que facilita o uso da linguagem e não necessita realizar importações de bibliotecas externas a todo momento;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Suas funções &lt;em&gt;built-ins&lt;/em&gt;, ou seja, funções nativas/internas, sempre estão disponíveis para uso;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;É extremamente abrangente e utilizada por diversas áreas que não são, necessariamente, de tecnologia. Por exemplo: existem diversos jornalistas que são ótimos programadores Python e já conheci biomédicos, contadores, físicos, geográfos, matemáticos, neurocientistas, engenheiros, e pessoas de diversas profissões que programam na linguagem;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Tem uma comunidade incrível, que preza por diversidade e inclusão, além de ser muito acolhedora.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2&gt;
  
  
  Pessoas &amp;gt; Tecnologia
&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;E chegamos a minha parte favorita desse tema. Para muita gente, ouvir falar de comunidade pode parecer estranho ou confuso, mas eu explico. São pessoas (que não precisam saber Python ou desenvolver na linguagem) que se reúnem para aprender e compartilhar conhecimento. Como uma pessoa me ensinou uma vez (&lt;strong&gt;&amp;lt;3&lt;/strong&gt;), tem uma frase que define bem isso:   &lt;/p&gt;

&lt;div class="highlight js-code-highlight"&gt;
&lt;pre class="highlight plaintext"&gt;&lt;code&gt;     "Comunidade de software é quando você junta pessoas interessadas em ensinar, pessoas interessadas em aprender, e pessoas que têm níveis de conhecimento diferentes que interagem entre si para fazer um mesmo projeto."
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;E com essa definição, consigo explicar um pouco melhor como são as comunidades. Nesse ambiente, pessoas de diferentes níveis se juntam para se ajudar, aprender, se apoiar, fazer networking, ter ideias e desenvolvê-las, promover iniciativas (como por exemplo, ensinar programação para grupos considerados minoria em TI), propor discussões e buscar evoluir e dar oportunidades para quem precisa.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dentro da comunidade de Python, existem muitos desses grupos. Saca só:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;Tem os &lt;strong&gt;GruPy's&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;PUG's&lt;/strong&gt;, que são os grupos de usuários Python e abertos para todas as pessoas;  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;PyLadies&lt;/strong&gt;, uma iniciativa para inserir, incentivar, e empoderar mulheres na área de programação utilizando Python;  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;SciPy&lt;/strong&gt;, que é a comunidade científica da linguagem;  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;AfroPython&lt;/strong&gt;, voltado para pessoas negras;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PyData&lt;/strong&gt;, para pessoas que gostam e/ou trabalham com dados;&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;E há diversos outros grupos específicos da linguagem! Para saber mais, você pode acessar &lt;a href="https://python.org.br/comunidades-locais/" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt; para saber sobre os grupos locais, e &lt;a href="http://brasil.pyladies.com/locations/" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt; para grupos locais do PyLadies.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E é no meio dessa galera que nascem conexões pro resto da vida. Tá achando exagero? Já vi rolar oferta de emprego, pedido de namoro, casamento, sociedade de empresa, parcerias diversas, muitas amizades e rolês que ficam marcados para sempre na memória. Segue a dica: vá em um evento de Python e fique para o PyBar. Você não vai se arrepender :D  &lt;/p&gt;

&lt;h4&gt;
  
  
  PS.: Se não tiver um grupo local aí onde você mora, bora criar um? Pra começar uma comunidade, basta ter vontade e iniciativa!
&lt;/h4&gt;

&lt;p&gt;Agora que te contei um pouco de Python, acho que ficou claro por que tanta gente gosta da linguagem né?! Então não perde tempo e venha pro lado Pythônico da força!&lt;/p&gt;

&lt;h5&gt;
  
  
  Beijinhos! &lt;a href="//twitter.com/dii_lua"&gt;Lê&lt;/a&gt; &amp;lt;3
&lt;/h5&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F0c3rzc4cwr0159dlgj6t.gif" class="article-body-image-wrapper"&gt;&lt;img src="https://media2.dev.to/dynamic/image/width=800%2Cheight=%2Cfit=scale-down%2Cgravity=auto%2Cformat=auto/https%3A%2F%2Fdev-to-uploads.s3.amazonaws.com%2Fuploads%2Farticles%2F0c3rzc4cwr0159dlgj6t.gif" alt="markdown" width="336" height="280"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/p&gt;

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      <category>python</category>
      <category>begginers</category>
      <category>programming</category>
      <category>diversity</category>
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